Literacia em saúde para mulheres egressas do sistema prisional: construção e validação de material educativo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Bonato, Patrícia de Paula Queiroz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22102024-114846/
Resumo: As pesquisas descrevem o aumento dos riscos à saúde de pessoas recentemente libertadas da prisão. Na realidade das mulheres, estudos revelam que competências limitadas de literacia em saúde intensificam experiências de marginalização, isolamento e vergonha. No Estado de São Paulo, o acompanhamento das pessoas libertadas da prisão é realizado pelas Centrais de Atenção ao Egresso e Família (CAEF), mas não há intervenção direta em saúde neste equipamento público. Assim, o objetivo do presente estudo foi o desenvolvimento e validação de tecnologia educacional para orientação em saúde a mulheres que saíram da prisão em uma cidade no interior de São Paulo. Trata-se de um estudo de validação de conteúdo educativo desenvolvido em três etapas, seguindo-se o modelo proposto por Polit e Beck: (1) Estudo qualitativo; (2) Modelagem; (3) Avaliação. A seleção dos conteúdos e ilustrações foi realizada por meio de revisão de literatura, entrevistas semiestruturadas com mulheres egressas e profissionais que as atendem, bem como por body-map storytelling com as mulheres egressas. Após a redação do material, o layout foi produzido por uma designer gráfica e validado por um Comitê formado por 15 especialistas das áreas de saúde da mulher, saúde prisional e construção de materiais educativos. A cartilha foi validada quanto à exatidão científica, conteúdo, linguagem, aparência, estimulação e motivação do aprendizado e cultura, obtendo média final de 0,81, e quase todos os itens foram avaliados como pertinentes. Por fim, o material foi submetido à avaliação pelo público-alvo, havendo concordância das mulheres em mais de 90% em todos os atributos de avaliação, com IVC total de cada atributo de 0,98. Acredita-se que, por meio desta tecnologia, será possível contribuir para o incentivo ao autocuidado dessas mulheres em fase tão complexa de suas vidas, quando muitas demandas tidas como mais urgentes tornam o cuidado à saúde secundário no rol de prioridades pessoais, e uma vez que não existia material previamente disponível nesta temática no país.