Contribuição da radiação gama em ambientes fechados para a dose populacional na cidade de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Otsubo, Sergio Masanori
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-28052021-164441/
Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar resultados de medições da contribuição da radiação gama para a taxa de equivalente de dose ambiental (H*(10)) em ambientes fechados da cidade de São Paulo. Da literatura se sabe das grandes variações da taxa de H*(10) em várias cidades pelo mundo. Seu conhecimento é importante para embasar estudos epidemiológicos, ou analisar conseqüências e efeitos de acidentes radioativos ou nucleares. Como não há publicação relacionada a doses ambientais nesta cidade, este estudo vem preencher a lacuna. O ser humano está exposto à radiação ambiental independente da hora ou local, seja em ambientes fechados ou locais abertos. A radiação gama origina do solo e dos materiais de construção é a componente mais importante para a dose externa. Existem várias técnicas para a determinação da taxa de H*(10), e aqui foi utilizado um espectrômetro gama portátil para obter medidas in situ a 1m do piso. Ele é equipado com um cristal de NaI (Ti) e fornece diretamente a taxa de H*(10). Foram analisados três tipos de ambientes fechados comerciais da cidade de São Paulo, com grande fluxo da população paulistana:, comércio em geral (nas vizinhanças das agências bancárias) e shopping-centers. Foram realizadas ao todo 458 medidas em 54 dos 96 distritos da capital. Todos os resultados incluem uma pequena contribuição da radiação cósmica que não foi possível subtrair. A média geral das dependências medidas foi de 173,8(17)nSv/h, com variação de 79,2 a 296nSv/h. Ao se separar os dados por Núcleos de Saúde (divisão dos distritos em cinco núcleos, pela Secretária de Saúde do Estado de São Paulo), foi observado, através de testes estatísticos, que não há diferenças significativas entre os valores médios de taxa de H*(10) destes Núcleos. Ao se analisar os dados por tipo de comércio, foram obtidas as seguintes médias: 186,9(19), 176,6(29) e 136,7(30)nSv/h, respectivamente para agências bancárias, comércio ) em geral e shopping-centers. Os testes estatísticos mostraram que as médias das agências bancárias e comércio em geral têm uma grande probabilidade de pertencerem ao mesmo grupo. Já a média dos shopping-centers é distinta de dois outros tipos de comércio. Isso provavelmente se deve ao tipo de construção dos shopping-centers que são mais amplos e têm um acabamento diferente dos demais estabelecimentos. Desta maneira, a média geral apresentada pode representar um valor irreal, já que foi obtida através de conjuntos distintos e, se existem diferenças entre locais distintos da cidade, elas estariam camufladas