Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1977 |
Autor(a) principal: |
Espindola, Carlos Roberto |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-20210919-102454/
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Resumo: |
É estudada uma região situada entre os Municípios de Conchas e Anhembi, Estado de São Paulo, que revela a presença de três distintas áreas, com relação à distribuição dos solos e variações do relevo. Na área A (Juquiratiba) predomina o Latossolo - fase substrato arenito calcário, sob um relevo fortemente ondulado; na B (Pirambóia) ocorre o Regossolo ?intergrade? para Latossolo Vermelho Amarelo (RLV), sob relevo suavemente ondulado, e na C (Anhembi) domina o Podzólico Vermelho Amarelo - variação Laras, sob relevo ondulado. Arenitos da Formação Pirambóia (Pesozóico) são os materiais que ocorrem por excelência, com presença secundaria da Formação Estrada Nova (Paleozóico). Com o intuito da estabelecer as relações entre os solos e a paisagem, procedeu-se ao estudo fotointerpretativo das redes de drenagem de cada área (A, B, e C) e do grau de evolução dos perfis, por intermédio de descrições morfológicas, análises físicas e químicas de rotina e análises mineralógicas (difração de raios X, análise térmica diferencial e microscopia eletrônica). Um alto grau do evolução foi verificado nos perfis da área B, em oposição aos Litossolos da área A, com nível intermediário de alteração para os Podzólicos, que dominam na área C, em função da profundidade, indica de saturação de bases, atividade do complexo trocável, tipos de argilas e mobilidade das frações finas. A montmorilonita predomina nos meios confinantes (Litossolos e outros solos pouco espessos), alterando-se pera caulinita nos perfis mais evoluídos e bem drenados. As 7 amostras circulares de 10 km<sup>2</sup>, tomadas ao acaso, em cada área mostraram diferenças significativas entre as densidades de drenagem (Dd) e as frequências de rios (Fr) de cada uma, com os seguintes valores médios, respectivamente: A= 3,02 e 11,50; B = 1,62 e 4,10; C = 2,61 e 8,76, refletindo as distintas relações infiltração/deflúvio em cada uma delas e, portanto, diferentes resistências a erosão. Ao lado dos processos erosivos atuais, observados ao longo das vertentes e nas planícies aluviais, tais mecanismos violentos ocorrentes em outros períodos, ao longo do Quaternário, foram os responsáveis pelo desmantelamento da superfície de erosão antiga aí instalada (Neogênica), propiciando a formação de solos jovens em vertentes (Litossolos e Podzólicos), correspondentes a uma superfície geomorfológica tentativamente datada no Pleistoceno Superior. Nas áreas onde o relevo não ofereceu condições para tais ocorrências, permaneceram solos antigos (RLV), possivelmente com contribuições de materiais velhos e pobres a montante, nas quais o cerrado, vegetação característica dessas formações arenosas espessas, é mantido, testemunhando climas mais secos ao longo do Quaternário; esta seria a outra superfície característica da região estudada, correlacionada ao Plio-Pleistoceno. Os múltiplos aspectos analisados mostram que as diversidades verificadas são explicadas com base nas variações do material de origem, nas idades e posições topográficas dos perfis. |