Caracterização dos solos e serapilheira ao longo do gradiente altitudinal da Mata Atlântica, estado de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Martins, Susian Christian
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-03052010-104238/
Resumo: A Mata Atlântica de Encosta é um importante bioma situado na costa brasileira de norte a sul e é considerado um hot-spot em termos de biodiversidade. Ainda não se tem informações suficientes disponíveis sobre o funcionamento biogeoquímico da Floresta Atlântica na faixa litorânea ao longo do gradiente altitudinal. O objetivo principal desse estudo foi entender o funcionamento biogeoquímico básico da Mata Atlântica de Encosta. As áreas estudadas foram: Mata de Restinga a 0m (nível do mar); Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas a 100m de altitude; Floresta Ombrófila Densa Submontana a 400m de altitude; Floresta Ombrófila Densa Montana a 1 000m de altitude. A área amostrada foi de 1ha a 0m a de 2ha a 100m, 400m e 1000m. Foram coletadas 32 amostras de solo (0-1,0m de profundidade), bem como abertas trincheiras para a caracterização pedológica e determinação da densidade dos solos em cada altitude. As amostras de serapilheira produzida foram coletadas quinzenalmente (n=30) e as amostras de serapilheira acumulada mensalmente (n=30), ambas durante 12 meses em todas as altitudes. A caracterização do solo foi realizada através da classificação pedológica, análises químicas, físicas, isotópicas e mineralógicas. A serapilheira foi caracterizada através da determinação da sua produção, estoque, estimativa da decomposição e parâmetros de qualidade, análises químicas e isotópicas em todas as áreas estudadas. O estudo mostrou um forte controle altitudinal na concentração nutricional dos solos, visto que nas maiores altitudes (400m e 1000m) os solos apresentaram maior fertilidade que os solos nas menores altitudes (0m e 100m). Os solos do presente estudo são pobres em cátions básicos e ricos em alumínio quando comparados aos solos de outras florestas tropicais como a Amazônia e a Serra da Mantiqueira. A concentração de nutrientes foi maior na camada superficial dos solos. Observou-se um enriquecimento em \'delta\'13C e \'delta\'15N em profundidade em todas as áreas estudadas. Os valores de \'delta\'13C dos solos representaram a vegetação natural predominante de plantas de ciclo C3. A topografia, textura do solo e microclima de cada gradiente altitudinal influenciaram na variação dos atributos dos solos das áreas de estudo. Diferentemente dos solos, a concentração nutricional da serapilheira não seguiu um padrão ao longo do gradiente altitudinal. A produção de serapilheira foi maior nas florestas de menores altitudes (0m e 100m). As florestas nas maiores altitudes (400m e 1000m) apresentaram menores taxas de decomposição. A análise de componentes principais foi útil no agrupamento das áreas amostradas. Os resultados apresentados apontam para a existência de um mecanismo que direciona a um ciclo fechado de nutrientes nas florestas estudadas