Educando donzelas: trabalhos manuais e ensino religioso (1859-1934)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Carvalho, Mariana Diniz de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-21072017-153451/
Resumo: O objetivo desta pesquisa é analisar o ensino de bordados e outros trabalhos em suportes têxteis dentro do sistema educacional desenvolvido a partir da segunda metade do século XIX e início do XX, dando particular atenção ao ensino confessional das escolas da Congregação São José de Chambéry. A presente pesquisa analisa como os trabalhos manuais de agulha possuem uma larga identificação com a mulher. Estes trabalhos ajudaram na construção de uma imagem de feminilidade, participando ativamente na formação da identidade de gênero. O século XIX reconheceu a escola como um espaço privilegiado de difusão dessas tradições femininas. Para as mulheres, a escolaridade surge com a importante missão de formar a esposa, a mãe e, com isso, sedimentar os ideais da nação. Neste projeto educacional, o currículo reserva uma particularidade, o ensino exclusivo de trabalhos de agulha para as escolas do sexo feminino. Acreditamos que este particularismo seja revelador de como os trabalhos de agulha eram vistos como o instrumento perfeito para a construção desta feminilidade, e, nas escolas confessionais, como veículo de inculcação dos valores cristãos reformadores do ultramontanismo.