Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2017 |
| Autor(a) principal: |
Carvalho, Mariana Diniz de |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Dissertação
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-21072017-153451/
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Resumo: |
O objetivo desta pesquisa é analisar o ensino de bordados e outros trabalhos em suportes têxteis dentro do sistema educacional desenvolvido a partir da segunda metade do século XIX e início do XX, dando particular atenção ao ensino confessional das escolas da Congregação São José de Chambéry. A presente pesquisa analisa como os trabalhos manuais de agulha possuem uma larga identificação com a mulher. Estes trabalhos ajudaram na construção de uma imagem de feminilidade, participando ativamente na formação da identidade de gênero. O século XIX reconheceu a escola como um espaço privilegiado de difusão dessas tradições femininas. Para as mulheres, a escolaridade surge com a importante missão de formar a esposa, a mãe e, com isso, sedimentar os ideais da nação. Neste projeto educacional, o currículo reserva uma particularidade, o ensino exclusivo de trabalhos de agulha para as escolas do sexo feminino. Acreditamos que este particularismo seja revelador de como os trabalhos de agulha eram vistos como o instrumento perfeito para a construção desta feminilidade, e, nas escolas confessionais, como veículo de inculcação dos valores cristãos reformadores do ultramontanismo. |