Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Ladeira, Thaís Assis |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-09012025-121140/
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Resumo: |
A pesquisa investiga os processos sociais de legitimação e institucionalização das práticas terapêuticas identificadas como holísticas, alternativas e, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), designadas como Práticas Integrativas e Complementares (PICS). Com base em metodologias qualitativas e quantitativas – que incluem entrevistas em profundidade, aplicação de questionários, observações em campo, análise documental e de mídia –, a investigação mapeia como discursos, práticas, rotinas terapêuticas e políticas públicas instituem e legitimam as terapias como procedimentos para prevenção de doenças, promoção de saúde, bem-estar e qualidade de vida. A análise avança na compreensão de como práticas não-biomédicas vinculadas originalmente a espiritualidades místico-esotéricas de Nova Era têm conquistado um estatuto terapêutico no sistema de saúde brasileiro. Para tanto, são analisados os contextos histórico, cultural, político e ideológico de popularização das práticas e os processos de formulação e implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). A tese investiga debates, disputas e assimetrias de poder que marcam os processos de legitimação, examinando o papel desempenhado tanto pelos atos de governo, legislações e oficializações do Ministério da Saúde (MS) quanto pela atuação de profissionais da saúde, pesquisadores, setores da sociedade civil e órgãos de classe. Os resultados apontam para um avanço gradual, mas não linear na legitimação dessas práticas terapêuticas, tendo em vista a precariedade das condições de implementação, os baixos investimentos na área e as críticas e questionamentos sobre a comprovação científica da eficácia, o status e a formação profissional das terapeutas |