O coping religioso-espiritual em pacientes de hospital escola: uma compreensão biopsicossocial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Santos-Silva, Clayton dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-09032015-111410/
Resumo: O coping religioso/espiritual (CRE) pode ser positivo ou negativo, de acordo com os seus efeitos. A pesquisa pretendeu verificar como tal fenômeno ocorre e se apresenta em pacientes internados nas clínicas médica e cirúrgica do Hospital Universitário da USP. Em uma primeira fase foi feita uma pesquisa quantitativa com o objetivo de mensurar na amostra estudada o CRE Positivo (CREP) e o CRE Negativo (CREN) em cada paciente, permitindo assim saber: a frequência de cada um desses tipos, o cálculo da razão CREN/CREP de cada paciente e a sua frequência na amostra, bem como em quais situações clinicas os tipos de CRE seriam mais frequentes; e se buscar correlações estatísticas desses valores com características demográficas dos pacientes. O objetivo da segunda fase foi buscar compreender através do referencial teórico psicodinâmico como os pacientes estabelecem relações com a doença, o tratamento, a internação e o coping religioso-espiritual. As duas fases foram realizadas simultaneamente. A amostra da primeira fase foi composta por 120 pacientes selecionados randomicamente, sendo 60 de cada clínica, 30 homens e 30 mulheres. Para isso foram utilizados dois instrumentos: a escala CRE-Breve e um formulário geral que levantou características demográficas da amostra. Na segunda fase, a pesquisa se concentrou qualitativamente em oito casos, já participantes da etapa anterior, utilizando de entrevistas semidirigidas que foram analisadas levando-se em consideração os objetivos dessa fase da pesquisa e o método da análise de conteúdo. Os resultados mostraram que 88,3 % dos pacientes utilizam mais CRE Positivo, enquanto 11,7% utilizam predominantemente o CRE Negativo, contudo apenas 28,3% da amostra utilizava o CRE Positivo a ponto de ter ganhos para a qualidade de vida. Não foi possível identificar em quais situações clínicas os tipos de CRE são mais frequentes, mas existe relação significativa entre os níveis da razão CREN/CREP com as variáveis escolaridade e estado civil. A análise das entrevistas revelou como na amostra o CRE Positivo é usado como fonte de conforto contra a ansiedade, além de busca de sentido para a experiência e de ajuda divina no restabelecimento da saúde. O CRE Negativo por sua vez é difícil de ser manifestado, já que provoca culpa e vergonha. Em alguns casos foi identificado como os pacientes se relacionavam com a divindade de forma semelhante a outras relações que tinham, repetindo padrões de relacionamento