Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Santos, Ariane Melaré Ramos dos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-09012020-093201/
|
Resumo: |
Introdução: Apesar dos avanços nos últimos anos com a terapia antirretroviral (TARV), o cenário da multirresistência ainda constitui um desafio na prática clínica. Darunavir apresenta-se como o inibidor de protease (IP) com alta potência e maior barreira genética, sendo o IP preferencial para composição de esquemas de resgate. Poucos são os estudos de efetividade deste fármaco a longo prazo, no Brasil. Objetivos: Determinar a efetividade virológica e imunológica de darunavir/ritonavir (DRV/r) associado a um esquema de base otimizado (EBO) em pacientes experimentados em terapia antirretroviral, em 144 semanas de seguimento, e avaliar fatores associados à falha virológica. Métodos: Estudo de coorte observacional retrospectiva, realizado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, centro terciário em São Paulo, Brasil. Foram incluídos pacientes vivendo com HIV/Aids e experimentados em terapia antirretroviral, maiores de 18 anos, em falha virológica, que realizaram testes genotípicos e que iniciaram DRV/r associado a um EBO, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2012. Foram avaliados prontuários e dados eletrônicos. Registraram-se a proporção de pacientes que alcançaram carga viral do HIV < 50 cópias/mL e o aumento na contagem de linfócitos T CD4+, durante 144 semanas de seguimento. Utilizou-se o modelo de equação de estimação generalizada logística binária para identificar fatores associados à falha virológica. Resultados: O estudo incluiu 173 pacientes [120 (69,4%)homens] com as seguintes características [mediana (intervalo interquartil)]: idade, 48 anos (42-53); contagem de linfócitos T CD4+, 229 céls/mm³ (89-376); log10 da carga viral do HIV, 4,26 log10 (3.70-4.74); número de regimes antirretrovirais prévios, 6 (4-7); e duração da falha virológica, 100 meses (38-156). Noventa e oito (57%) pacientes eram susceptíveis ou tinham potencial baixo nível de resistência ao DRV/r. Após 144 semanas, 129 pacientes (75%) atingiram carga viral do HIV < 50 cópias/ml e a variação média na contagem de linfócitos T CD4+ foi de 190 céls/mm3. Carga viral do HIV > 100.000 cópias/mL e relato de má adesão foram associados à falha virológica na semana 144. Conclusão: DRV/r associado a um EBO demonstrou supressão virológica a longo prazo e reconstituição imunológica na maioria dos pacientes deste estudo. Elevada carga viral do HIV e relato de má adesão foram associados à falha virológica durante o seguimento |