Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Gomes, Jefferson Antônio |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-30112022-163111/
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Resumo: |
A literatura sugere que a manutenção de uma microbiota associada com a periodontite crônica aumenta o risco de infecções e reações inflamatórias nos tecidos de suporte. Técnicas moleculares de diagnóstico, como o método de hibridização Checkerboard DNA-DNA Hybridization, contribuem para a identificação dos patógenos frequentemente envolvidos nas infecções peri-implantares em indivíduos com história prévia de doença periodontal. O objetivo do presente estudo foi caracterizar, após 5 anos de função mastigatória, a microbiota peri-implantar de pacientes com história prévia de doença periodontal e que receberam prótese fixa total mandibular implantossuportada. Uma análise dos indicadores clínicos de profundidade de sondagem e sangramento à sondagem, bem como a reabsorção óssea marginal, também foram avaliados ao longo do tempo. Doze indivíduos com histórico de periodontite crônica receberam 5 implantes imediatos e foram reabilitados com uma prótese total fixa mandibular. Dados microbiológicos (contagem microbiana, perfil microbiano e diversidade microbiana) e indicadores clínicos (profundidade de sondagem, sangramento à sondagem e reabsorção marginal óssea) foram avaliados após 4 e 5 anos de função dos implantes. Trinta e cinco espécies microbianas distintas incluindo bactérias e Candida, foram detectadas e quantificadas pelo método Checkerboard DNA-DNA Hybridization. Os resultados mostraram que a microbiota peri-implantar foi significantemente modificada após 5 anos de função, com um aumento na abundância de patógenos periodontais e alta diversidade microbiana; o perfil microbiano foi significantemente diferente daquele encontrado nos dentes remanescentes no início do estudo (baseline). Entretanto, não foram encontradas correlações entre os achados microbiológicos (contagem e perfil microbiano) e os indicadores clínicos ao longo do tempo. Concluiu-se que, após 5 anos de função, a microbiota peri-implantar apresentou diferenças significantes de contagem de células e perfil microbiano quando comparadas aos dentes remanescentes, com um aumento de espécies consideradas periodontopatogênicas. A microbiota não influenciou os indicadores clínicos, que foram compatíveis com a condição de saúde ao longo do tempo. |