Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Breda, Cristiane Naffah de Souza |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42133/tde-02102019-152220/
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Resumo: |
Os neutrófilos são importantes células do sistema imune inato e a primeira linha de resposta durante um processo inflamatório. Suas propriedades e funções, assim como seu metabolismo, bastante estudados no passado ganharam uma nova perspectiva com o advento de uma nova área do conhecimento: o imunometabolismo. Com isso, o estudo da via metabólica mTOR se evidenciou nas células imunes. Porém, a participação dessa via nas funções efetoras e no metabolismo dos neutrófilos ainda é pouco esclarecida. De maneira mais restrita, a importância do complexo mTORC2 nessas células é ainda menos explorada, pois não há um inibidor específico desse complexo. Sabendo-se que a via mTOR se conecta com a via PI3K pela quinase AKT, formulamos a hipótese de que a deleção de mTORC2 prejudicaria as funções efetoras dos neutrófilos, uma vez que a PI3K é importante para a quimiotaxia, fagocitose, degranulação e para o burst oxidativo dos neutrófilos. Dessa forma, usando animais deficientes ou não em mTORC2 ativado (LysMRic/ ou LysMRic fl/fl) apenas nas células mieloides, nós investigamos o papel desse complexo sob as funções efetoras e o metabolismo dos neutrófilos. Além disso, verificamos o impacto dessa deleção em modelo experimental de sepse. Ao avaliarmos o estado de ativação da via mTOR, observamos que o estímulo com LPS é capaz de ativar mTORC2 e que a ausência de mTORC2 ativo nos neutrófilos diminui a fosforilação da AKTT308 frente ao LPS. Quanto às funções efetoras dos neutrófilos, verificamos que a ausência de mTORC2 ativo prejudica a quimiotaxia frente ao fMLP, mas não aparenta interferir na capacidade fagocítica dessas células. No entanto, a capacidade microbicida está reduzida nesses neutrófilos. Identificamos que o prejuízo no killing da E. coli é devido a uma menor produção de NO, superóxido e, principalmente, HOCl. Possivelmente, a menor produção de HOCl tenha sido responsável também pela menor produção de NETs nos neutrófilos sem mTORC2 ativo. Ao avaliarmos o metabolismo desses neutrófilos, observamos que na ausência de mTORC2 os neutrófilos são mais glicolíticos frente aos estímulos com fMLP ou LPS, porém a captação de glicose desses neutrófilos é menor quando comparada ao controle com a via intacta. Posteriormente, o impacto da deficiência de mTORC2 em neutrófilos foi avaliado in vivo em modelo de sepse induzida por E. coli . Neste caso, não observamos diferença na sobrevida dos animais, mas os parâmetros bioquímicos e da calorimetria indireta sugerem um quadro de sepse mais grave nos animais LysMRic/. Além disso, a carga bacteriana nos órgãos-alvo da sepse foi maior nos animais LysMRic/, corroborando nossos achados in vitro . Assim, concluímos que a deficiência de mTORC2 nos neutrófilos implica em uma menor produção de oxidantes, principalmente o HOCl, o que leva a um prejuízo na capacidade microbicida e na formação das NETs nesses neutrófilos. |