Aplicação de um modelo de programação recursiva ao estudo do crescimento da produção agrícola na região de Campinas, estado de São Paulo, 1970/71 a 1976/77

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1978
Autor(a) principal: Gemente, Antonio Celso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-20220207-164412/
Resumo: O presente trabalho utiliza-se de um modelo de programação recursiva para reproduzir o padrão de crescimento da produção agrícola na Divisão Regional Agrícola COIRA) de Campinas, Estado de São Paulo, no período 1970/71 a 1976/77. Este é o seu principal objetivo, ao qual juntam-se dois outros: a discussão dos procedimentos complementares ao modelo básico necessários àquela reprodução, e a avaliação do desempenho do modelo. Os dados utilizados no trabalho foram fornecidos pelo Instituto de Economia Agrícola de São Paulo. No capítulo de metodologia apresenta-se detalhadamente o modelo básico e o modelo empírico. O modelo de programação recursiva usa a técnica de programação linear para maximizar uma função de receita líquida das atividades agrícolas realizadas na região sujeita a um conjunto de restrições, que traduzem as disponibilidades de recursos; trata-se de um modelo dinâmico, em que as soluções de períodos anteriores são transferidas para o período corrente através de funções recursivas específicas. Como extensão deste capítulo, menciona-se que as propriedades agrícolas da região foram divididas em três estratos de área para atendar a pressuposição que cada um adota caminhos diversos de evolução devido às diferentes proporções da recursos entre eles; assume-se também que existe, homogeneidade nos estratos de área, o que os possibilita a obedecerem um único critério de otimização. Os resultados são apresentados como se segue: (a) em termos de uso da terra, verificou-se que houve flexibilidade no seu uso para culturas anuais e pastagens, enquanto terras para culturas anuais foram restritivas; (b) na análise sobre as produtividades dos fatores terra, trabalho e capital, constatou-se que os maiores acréscimos na região ocorreram nesta ordem; (c) quanto às mudanças na proporcionalidade entre os fatores de produção, observou-se que as leves tendências no período não confirmam nenhuma hipótese clara a esse respeito; (d) com relação ao uso do capital financeiro, verificou-se que houve excesso de liquidez no sistema; (e) no caso da distribuição da receita líquida observada por propriedade, constatou-se que o grupo das grandes propriedades é nitidamente favorecido; (f) finalmente realizou-se um confronto com dados reais observados, para várias atividades escolhidas, evidenciando-se que poucos ajustamentos conseguem alguma explicação, segundo o teste utilizado. No capítulo de conclusões, admite-se que o fraco desempenho do modelo está associado: (a) às poucas alternativas de tecnologia que se permitiu; (b) à ausência de competição regional, e (c) à diversidade e extensão regionais que ofereceram grandes obstáculos à simulação do crescimento da produção agrícola no período.