[SIC] Sutis Invenções Curatoriais: ou como criar um sismógrafo para si

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Asanuma, Gisele Dozono
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-04122018-124645/
Resumo: SUTIS INVENÇÕES CURATORIAIS é uma montagem poética de acontecimentos colhidos na arte, na clínica e também onde elas se encontram e faíscam. Um maquinário estético-clínico que pretende dar a ver certos invisíveis, ilegíveis e indizíveis. Essa montagem reúne em três constelações curatoriais [CAIXA PRETA], [PONTO CEGO] e [SISMÓGRAFO] imagens, gestos e palavras, fabricações artesanais agitadas de um extremo ao outro, tremores na fronteira com a linguagem, segundo Deleuze. Invenções estéticas que constituem saberes, na forma de apreensão do mundo, na variação dos tempos e na apropriação das experiências, indagando o que essas imagens-gestos apresentam de um tempo e de uma força, na insistência em existir apesar de tudo, nas palavras de Didi-Huberman. Balizam esse trabalho os conceitos de inoperância proposto por Agamben com o intuito de nos ajudar a desmanchar a exigência de respostas na chave da eficiência/eficácia, funcionalidade ou completude e de rememoração, de Benjamin, convocado pelas narrativas menores, lacunas da história, que na opacidade podem cintilar devires. Uma montagem poético-curatorial que joga com a ideia de curadoria em arte e cuidadoria (do cuidado) em saúde, reunindo gestos, imagens e narrativas que surgem de uma sobrevivência a prescritivos modos de vida, resistindo aos ideais de cura e de protocolos existenciais normatizantes.