Educação de alta qualidade para segmentos populacionais de baixa renda: proposta de um modelo autossustentável e escalável

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silveira, Marcos Roberto Moran
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-26112019-164430/
Resumo: O Colégio Mão Amiga oferece educação de qualidade a mais de 500 crianças moradoras da periferia de Itapecerica da Serra, SP. Como organização da sociedade civil, o Colégio atualmente depende em grande parte de doações para manter suas operações. Pela dificuldade de comprometimento dos doadores, a unidade correu o risco de ter sua operação encerrada por algumas vezes. Nesse sentido, este trabalho teve o objetivo de desenvolvimento de um modelo de negócios que garantisse auto sustentabilidade e escalabilidade ao Colégio. Foi utilizada a metodologia de pesquisa-ação na pesquisa. O modelo de negócios proposto e parcialmente implementado foi baseado em subsídio cruzado ou modelo Robin Hood, e contempla a criação de uma rede de ensino formada por uma unidade que atenda ao segmento de alta renda da população a ser criada e acrescida ao Colégio Mão Amiga. O modelo é amparado na legislação brasileira atual, em que através da Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS), uma rede como a proposta obtém economia de custos através de isenção fiscal. Tal economia pode ser até maior que o montante necessário para subsidiar o ensino dos alunos que não podem pagar, não onerando assim as famílias pagantes. As componentes do modelo utilizadas são 6: modelo de gestão, modelo de inovação, modelo de operações, posicionamento estratégico, relacionamento com clientes e modelo econômico. Como próximo passo, recomenda-se uma implementação efetiva do modelo e posterior reavaliação do mesmo para que se verifique se a escola se torna, de fato, autossustentável.