Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Santos, Vanessa Cabral dos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-12012011-081237/
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Resumo: |
Este trabalho teve como objetivo conhecer como se dão as interações familiares de adolescentes com diabetes tipo 1 desde o diagnóstico da doença.Utilizou-se como referencial metodológico a História Oral .Os dados coletados mediante entrevistas gravadas com sete adolescentes foram analisados à luz do Modelo Calgary para Avaliação da Família de Wright e Leahey.As narrativas demonstraram que apesar do acréscimo de atividades na rotina diária do adolescente e da família, relacionadas à manutenção e controle do diabetes, as interações familiares sofrem poucas modificações com a chegada da doença e que os conflitos entre os pais e o adolescente com diabetes não diferem tanto daqueles ocorridos entre os pais e adolescentes saudáveis.A superproteção foi um sentimento percebido pelos adolescentes após o surgimento da doença,pois os pais têm preocupações com complicações imediatas e em longo prazo. O principal vínculo demonstrado pelos adolescentes entrevistados com a suas famílias foi o vínculo de confiança. Para eles é muito importante saber que conquistaram a confiança de seus pais de que podem ter certa autonomia em relação ao manejo do diabetes.Com os irmãos compartilham superficialmente o diabetes,mesmo aqueles que mantêm relações mais estreitas.A família extensa também oferece contribuições em diferentes fases da doença. Os adolescentes entrevistados forneceram dados de que sua comunicação verbal com sua família é ampla e direta. Sentem-se livres e confiantes em falar abertamente sobre assuntos diversos com os pais e os outros membros que coabitam, relatando também com quem se relacionam melhor em casa. Percebe-se também que a família tenta de alguma maneira moldar-se de acordo com as necessidades da pessoa que tem diabetes,na organização e funcionamento.Sentimentos de gratidão são demonstrados pela associação especializada em educação em diabetes, citada como a responsável por todo ou grande parte do conhecimento adquirido,principalmente pelas atividades oferecidas no acampamento para jovens, e também como fonte de solução de problemas oriundos do diagnóstico do diabetes para os pais e para os próprios adolescentes. |