Verificação de mutações somáticas em câncer de mama subtipo luminal de pacientes jovens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Saccaro, Daniela Marques
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
DNA
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-03032022-123931/
Resumo: A maioria dos cânceres de mama são decorrentes de mutações somáticas que ocorrem ao longo da vida. As mulheres acima dos 50 anos têm maior risco de desenvolver a doença, porém cerca de 4% dos casos ocorre em mulheres muito jovens, com idade entre 20 e 34 anos. Nesta faixa etária, o câncer de mama pode apresentar pior prognóstico, associado a uma maior frequência de tumor de alto grau histológico, elevada taxa de proliferação celular, presença de invasão linfovascular e maior chance de doença triplo negativa. Apesar de pouco frequente em pacientes jovens, o câncer de mama é o câncer mais frequente em mulheres jovens e o subtipo luminal é o que corresponde ao maior número de casos nesta faixa etária. Entretanto, até o momento, poucos estudos foram dedicados à caracterização molecular do câncer de mama nestas pacientes. Logo, o objetivo deste trabalho é realizar a detecção de variantes somáticas em um painel de genes em câncer de mama subtipo luminal de pacientes jovens (35 anos). O painel incluiu potenciais genes driver identificados previamente em câncer de mama luminal de pacientes jovens, além de outros candidatos provenientes da literatura e bancos de dados de mutações somáticas. O DNA foi obtido de amostra tumoral emblocada em parafina e sangue periférico para o sequenciamento. Dentre as 19 amostras analisadas, 9 apresentaram variantes patogênicas em 13 genes diferentes. Duas pacientes destacaram-se por apresentar tanto variantes patogênicas somáticas no tumor como germinativas no sangue. Destas, uma paciente apresentou quatro variantes, sendo três alterações somáticas, uma alteração nonsense em PRKAR1A e duas missenses, uma em SEMA6D e outra em PTEN, assim como uma alteração germinativa missense em BRCA2. Em uma única paciente foram identificadas duas alterações, ambas frameshift, sendo uma variante somática em TP53 e uma germinativa em BRCA1. Dentre as variantes exclusivamente somáticas, três participantes apresentaram variantes em GATA3, todas frameshift, sendo este o gene mais frequentemente alterado nesta coorte. Uma destas participantes apresentou, em concomitância, uma variante frameshift em GRHL2. Outra paciente apresentou uma variante frameshift em MEN1. Uma única paciente apresentou 6 alterações somáticas, uma nonsense em NF1 e 5 missenses em CACNA1E, FAT2, NF1 e AHNAK. Outras duas pacientes apresentaram alterações missenses em PIK3CA e AKT1, cada um em uma paciente. Os genes relatados, exceto FAT2 e NF1, foram previamente descritos em câncer luminal de mulheres jovens, resultado que comprova a sua ação na causalidade do câncer. Novas pesquisas devem ser realizadas para comprovar essas informações