Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Ferreira, Maria Clara Martins |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42133/tde-28042022-102834/
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Resumo: |
O HIV-1 tem nos linfócitos T CD4 suas principais células alvo. Entretanto, células da linhagem mieloide também podem se infectar pelo HIV-1 através da interação com receptores CD4, CCR5 e CXCR4. Macrófagos podem sobreviver infectados por longos períodos e apresentam compartimentos contendo vírus (VCCs), onde HIV-1 se acumula e se mantém infectivo. Por essas razões, macrófagos se apresentam como reservatórios virais em potencial. Por outro lado, células dendríticas (DCs) raramente se infectam pelo HIV-1, mas são capazes de capturar vírus e mantê-los em compartimentos onde não são degradados. São capazes ainda de realizar transferência viral para células T CD4 através do processo de trans-infecção. A captura de HIV-1 por DCs maduras na trans-infecção é mediada por uma proteína de superfície, denominada Siglec1, que se liga ao ácido siálico de gangliosídeos no envelope viral. Siglec1 também é expresso por macrófagos, e sua importância nessas células vem sendo relacionada com a formação de VCCs. Todavia, os mecanismos moleculares de internalização e sinalização envolvendo esta lectina ainda não estão bem elucidados. Ainda não se sabe se existem proteínas que auxiliem Siglec1 nesses processos. Portanto, neste trabalho, tivemos como objetivo a identificação de proteínas com potencial de interação com Siglec1, em DCs e em macrófagos, após incubação com HIV-1. Para isso, foram realizados experimentos de co-imunoprecipitação de Siglec1 a partir de lisado de DCs e macrófagos derivados de monócitos humanos após incubação com partículas semelhante a vírus de HIV-1. As proteínas co-imunoprecipitadas obtidas por espectrometria de massas foram identificadas e após processos de mineração in sílico dos dados foi possível demonstrar que o citoesqueleto celular e suas proteínas associadas parecem desempenhar importante papel no auxílio ao Siglec1 na captura e internalização do HIV-1. Após análises por espectrometria de massas, algumas dessas proteínas identificadas foram validadas por Western Blotting e microscopia de fluorescência. A compreensão desses mecanismos moleculares envolvidos na interação de Siglec1 com HIV-1 poderá abrir caminho para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas focando na dispersão do vírus pelas DCs e nos reservatórios em macrófagos. |