Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Moreno, Danilo Galante |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-23052019-151621/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A técnica laparoscópica tornou-se a via preferencial em grande parte dos procedimentos cirúrgicos, na tentativa de minimizar riscos e melhorar o pósoperatório. No entanto, o entusiasmo dos cirurgiões com a novas técnicas frequentemente omite uma avaliação clara das suas possíveis complicações. A laparoscopia pode oferecer alguns riscos tanto no acesso à cavidade abdominal (com trocartes sendo introduzidos muitas vezes às cegas), quanto na realização de todo o procedimento. Na literatura, poucos estudos compararam os diversos tipos de acesso e de trocartes, utilizando parâmetros objetivos e reprodutíveis do momento da punção. Nessa tese foram comparadas as diferenças no padrão biodinâmico de entrada de cinco diferentes trocartes,em modelos suínos. MÉTODOS: Foram utilizadas 11 porcas (fêmeas) e cinco tipos de trocartes (três marcas com lâmina - M1L, M2L, M3L e 2 sem lâmina - M4SL e M5SL). Todas as punções foram feitas pelo mesmo pesquisador e todos os trocartes eram novos no início do estudo. Realizada incisão bilateral a 4 cm da linha mediana do porco, endereçando toda a parede abdominal, desde as costelas (superiormente) até a crista ilíaca (inferiormente). Utilizado suporte metálico tracionando uma faixa mediana da parede abdominal do animal \"in vivo\" (posição supina). Desta forma, um espaço foi criado afastando a parede abdominal das vísceras e possibilitando a filmagem das punções. Para aferição da força na inserção foi desenvolvido um sensor de mão, ligado a um computador para aquisição dos dados. Avaliado força necessária para perfuração da aponeurose (F1) e do peritônio (F2). Utilizado uma câmera de alta resolução para captura de imagens durante a entrada dos trocartes e realizada análise comparativa da deformação da parede abdominal (Dd), do tempo (TLam) e distância (DLam) percorrida pela lâmina exposta para os cinco tipos de trocartes. Os sítios de punção foram predeterminados na linha mediana do suíno. Realizada análise uni e multivariada. RESULTADOS: Foram analisadas 180 punções, sendo 36 para cada um dos cinco modelos de trocartes. Comparando-se apenas trocartes com e sem lâminas, percebe-se maiores valores para os últimos quanto a força e deformação de parede (todos com p < 0,001). Comparando-se marca a marca temos: Dd (cm) - M1L (5,92) , M2L (5,85) e M3L (6,07) semelhantes entre si, menores que M4SL (8,33) e M5SL (8,15), semelhantes entre si; F1 e F2 (N) - M1L (5,73) e M2L (6,22) semelhantes entre si, menores que M3L (7,69), esse menor que M4SL (8,29) e M5SL (10,24), semelhantes entre si. DLam (cm) - não houve diferença estatística entre os trocartes (p=0,197); TLam (s) - M1L (0,5) e M2L (0,37) semelhantes entre si, menores que M3L (0,87). CONCLUSÕES: Trocartes com lâmina, em comparação aos sem lâmina, possuem menores forças e deformações em sua introdução. Os trocartes laminados cônicos e piramidais (M1L e M2L respectivamente) são semelhantes entre si em todos os parâmetros analisados. No entanto, esses dois tem menores deformações, força de inserção e tempo de lâmina expostos em comparação ao piramidal M3L. A análise da distância de lâmina exposta não mostrou diferença estatística entre os trocartes. Entre os trocartes sem lâmina, M5SL apresentou maiores forças de inserção e mesma deformação em comparação a M4SL |