Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Abiko, Célia Kazue |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-07062017-145740/
|
Resumo: |
Os testes pré-transfusionais são o conjunto de técnicas imuno-hematológicas aplicadas nas amostras do receptor e do doador com a finalidade de fornecer uma unidade de hemácias compatível e segura para a transfusão. Além da fenotipagem ABO e RhD obrigatória nos testes pré-transfusionais, a determinação do perfil antigênico de outros antígenos eritrocitários de importância clínica, melhora a segurança transfusional, especialmente para pacientes previamente aloimunizados ou candidatos à transfusões crônicas. Para tais pacientes, conhecer o fenótipo eritrocitário permite a seleção de concentrados de hemácias com o mesmo fenótipo, o que previne reações transfusionais hemolíticas, assim como nova aloimunização. Indivíduos que apresentam as hemácias sensibilizadas \"in vivo\" por anticorpos anti-eritrocitários, como ocorre na anemia hemolítica autoimune (AHAI), terão o teste direto da antiglobulina (TDA) positivo, dificultando a realização da fenotipagem. O TDA positivo provoca resultados falsos positivos especialmente quando são utilizados para a fenotipagem soros comerciais da classe IgG que exigem a fase de antiglobulina humana, ou teste indireto da antiglobulina (TIA), para leitura. Em 1982 Edwards, Moulds e Judd propuseram a utilização da técnica da cloroquina para dissociar os complexos de antígenoanticorpo preservando a membrana eritrocitária e permitindo a fenotipagem. Atualmente é a técnica mais utilizada nos centros brasileiros. A técnica da glicina-ácida/EDTA foi primeiramente descrita por Louie, Jieng e Zeroulis em 1986, porém é pouco utilizada por não haver os reagentes prontos comercialmente no mercado brasileiro. O presente estudo avaliou a técnica da glicina-ácida-EDTA com reagentes preparados \"in house\" em paralelo à técnica da cloroquina, que é atualmente a técnica aplicada no Hemocentro de Ribeirão Preto. Para isso, amostras de hemácias de doadores (n=50) com fenótipo conhecido foram sensibilizadas com anticorpos humanos de especificidade conhecida e ambas as técnicas foram aplicadas. Foi verificado ainda o efeito da técnica sobre a expressão dos antígenos eritrocitários (Fya, Fyb, Jka, Jkb, S e s) através da fenotipagem das amostras que tiveram o TDA negativado. A viabiliadade dos anticorpos presentes no eluato recuperado após tratamento com a glicina- ácida/EDTA também foi testada. A glicina-ácida/EDTA foi efetiva em negativar o TDA em 33 amostras (66%), comparável com a cloroquina que negativou 28 amostras (56%). O eluato apresentou-se viável no tratamento com a glicina-ácida/EDTA e não foi constatada destruição dos antígenos eritrocitários após o tratamento. Concluímos que a técnica da glicina- ácida/EDTA pode ser utilizada como uma opção no tratamento de hemácias com TDA positivo com a vantagem de seu tempo de execução ser inferior ao da cloroquina (2 minutos x 30 a 120 minutos), o que lhe torna útil em situações de maior urgência. Quando ambas as técnicas são utilizadas em hemácias diferentes de uma mesma amostra a efetividade está significativamente aumentada (p<0,05). |