Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Reis, Sandra Léa Bonfim |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-08112013-105531/
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Resumo: |
Introdução: Vários são os fatores que alteram a atividade sexual de homens e mulheres. Com o envelhecimento observa-se aumento das queixas de desejo hipoativo feminino e de disfunção erétil. Visto que o homem e sua parceira constituem um sistema dinâmico, antes do advento dos inibidores da fosfodiesterase eles se adaptavam às condições disfuncionais do casal. A eficácia aliada a poucos efeitos colaterais e à facilidade de administração da sildenafila e, posteriormente, da vardenafila e tadalafila, revolucionou o tratamento da disfunção erétil. Por outro lado, até a presente data, a terapêutica medicamentosa com testosterona para o desejo sexual hipoativo de mulheres, ainda gera controvérsias. Objetivo: Avaliar o uso de androgênio, utilizado para tratamento das queixas de desejo sexual hipoativo em mulheres, comparando dois períodos, ou seja, pré e após o aparecimento iPDE 5. Os efeitos colaterais e as divergências em relação a este tratamento também serão analisados. Método: Foram selecionados estudos em inglês, português e espanhol, publicados entre 1988 e os dias atuais, ou seja, na década pré-advento dos inibidores da fosfodiesterase 5 e após. A busca dos artigos foi feita em periódicos indexados nas bases Lilacs, Cochrane, Embase e Medline/PubMed, utilizando-se os seguintes descritores e suas combinações: sexualidade (sexuality), desejo sexual hipoativo em mulheres (female hypoactive sexual desire disorder), testosterona (testosterone), terapia androgênica em mulheres (androgen therapy in women). Discussão: Embora haja evidência sobre a efetividade do tratamento com testosterona para desejo hipoativo em mulheres, este uso ainda gera muitas controvérsias. Resultados: O número de estudos randomizados sobre uso de testosterona para tratamento de DSH feminino aumentou de 10%, comparando o período compreendido entre 1988 e 1998, para 90% entre 1999 e 2012. Todos os estudos randomizados analisados demonstraram benefícios sobre a resposta sexual, melhorando a libido, a excitação e/ou o orgasmo. Porém, como tiveram seguimento por um período máximo de 24 semanas, os riscos dessa administração não foram esclarecidos. Conclusão: A partir de 1988, ou seja, após a liberação comercial dos inibidores da fosfodiesterase do tipo 5, para tratamento da disfunção erétil, houve um aumento significativo do número de pesquisas com a finalidade de avaliar o uso de testosterona em mulheres com desejo hipoativo. Porém, ainda são necessários estudos de longo prazo para que os riscos e os benefícios, desta administração, sejam esclarecidos |