Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Martins, Maura Oliveira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-19092016-161727/
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Resumo: |
Tendo em vista um cenário em que os dispositivos de registro do real adquirem onipresença na vida cotidiana, o jornalismo se encontra em um período de readequação de suas estratégias narrativas e de seu modus operandi. A presente tese procura investigar as reconfigurações no telejornalismo em razão da ubiquidade de câmeras, que capturam registros produzidos tanto pelas mídias quanto por instâncias externas a elas, e que oferecem aos veículos jornalísticos um material inesgotável e irrecusável, visto estar cercado de uma expectativa de autenticidade. Propõe-se então uma categorização às câmeras, sistematizadas como câmeras oniscientes e onipresentes, de modo a nos aproximarmos à especificidade do fenômeno. Em comum, todas as câmeras apontam à busca de uma estética realista, baseada no reconhecimento de uma baixa interferência midiática. Desse modo, o que se observa é o emprego de estratégias narrativas e estéticas para que o telejornalismo possa se apropriar destes conteúdos gerados por estas máquinas de visibilidade, que trazem às mídias algo que ficaria anteriormente restrito aos bastidores, operando também com sintoma da desfronteirização entre o público e o privado. A partir deste percurso metodológico, intenta-se por fim compreender de que forma estes dispositivos são utilizados para a concretização de novos efeitos de realismo ao jornalismo. |