Caracterização genética e dados citológicos em Aspergillus niger van Tieghem e Aspergillus awamori Nakazawa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1984
Autor(a) principal: Fungaro, Maria Helena Pelegrinelli
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11137/tde-20220208-021044/
Resumo: O presente trabalho foi realizado com a finalidade de estudar linhagens amilolíticas de A. awamori (ATCC 22342 e ATCC 11382) e de A. niger (ATCC 22343 e ATCC 10864) considerando a caracterização genética e aspectos citológicos. Na análise citológica dos conídios foi verificado que as linhagens ATCC 22342 e ATCC 22343 produzem conídios uni, bi, tri e tetranucleados e, as linhagens ATCC 10864 e ATCC 11382, conídios uni e binucleados. Entre as linhagens ocorreu variação nas frequências dos diferentes tipos de conídios formados. Nos diplóides isolados, houve redução nas frequências de conídios com mais de um núcleo em relação às linhagens que lhe originaram. Foi observado que as linhagens ATCC 22342 e ATCC 22343 estavam em condições heterocariótica, para prolina ou arginina; também foi identificado o local do bloqueio metabólico da síntese desses aminoácidos, através do crescimento das colônias em meios diferenciais. Das linhagens originalmente heterocarióticas, foi possível isolar colônias prototróficas, auxotróficas e colônias proto/auxotróficas para prolina ou arginina. As quatro linhagens foram avaliadas quanto à produção de enzimas amilolíticas através do índice do halo de degradação do amido. As linhagens apresentaram variação de produção, destacando-se a linhagem ATCC 22342 como a mais promissora. Os diplóides se mostraram superiores em relação aos mutantes que lhes originaram, principalmente o diplóide interespecífico. Os testes em meios contendo quantidades crescentes de glicose indicaram que, possivelmente, as enzimas não são reprimidas catabolicamente pela glicose. Em relação a análise eletroforética para esterases, ficou evidenciado que as linhagens apresentam diferenças quanto ao padrão de bandas, fato também comprovado para sensibilidade ao benlate. Mutantes auxotróficos e morfológicos foram obtidos pelo método de isolamento total, e em A. awamori pelo método de enriquecimento por filtração, conseguindo-se um aumento de 41 vezes em relação ao método anterior. Pelas técnicas clássicas foram obtidos diplóides entre mutantes da mesma linhagem e de espécies diferentes. A diploidia foi confirmada pelo crescimento idêntico em meio mínimo e meio completo (MC), pela produção de setores em MC e MC + pfa e, pelo número de núcleos presentes nos conídios. Na fusão de protoplastos de A. awamori e A. niger foi possível isolar produtos de fusão porém em baixa frequência.