Identificação da fragilidade em idosos em região de tríplice fronteira: estratégia para a promoção do envelhecimento ativo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Faller, Jossiana Wilke
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-23102019-165751/
Resumo: A fragilidade é um processo dinâmico em que há redução da função física, psicológica e/ou social associada ao envelhecimento, com prejuízo à saúde. Assim, o objetivo geral deste estudo foi investigar a presença de associação entre variáveis sociodemográficas, clínicas e de comportamento em saúde e a síndrome da fragilidade em idosos que vivem na comunidade. Como marco teórico, utilizamos a política pública de Saúde \"Envelhecimento ativo: um marco para elaboração de políticas\" e um dos princípios que têm norteado a reconstrução do sistema de saúde brasileiro: a integralidade do cuidado. A pesquisa ocorreu em duas fases. Na primeira, realizamos uma revisão sistemática da literatura, com o objetivo de identificar ferramentas de detecção da fragilidade em idosos, de acordo com o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. As buscas ocorreram em 14 fontes eletrônicas e foram conduzidas em conformidade com os critérios estabelecidos pelo COnsensus-based Standards for the selection of health Measurement INstruments. A segunda fase consiste em um estudo observacional, de corte transversal, que seguiu a declaração Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology. O estudo foi realizado no contexto da atenção primária, no município de Foz do Iguaçu/PR, e incluiu pessoas com 60 anos ou mais, não institucionalizadas, cadastradas nas unidades de saúde. Definimos a amostra por amostragem aleatória estratificada, com alocação proporcional por distrito e faixa etária, e coletamos os dados de fevereiro a abril de 2018, por meio de entrevistas individuais com o idoso e/ou cuidador. Para tanto, utilizamos um instrumento de caracterização sociodemográfica dos participantes, um instrumento autorreferido de avaliação subjetiva da fragilidade e o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20). Quanto aos métodos de análises, foram realizadas análises descritivas da prevalência da fragilidade e caracterização, bem como abordagem analítica, com teste de qui-quadrado, modelo multivariado e modelo logístico ordinal, utilizando-se do software Stata 14. Identificamos 51 instrumentos de detecção da fragilidade, com domínios predominantemente físicos. Quanto à prevalência desta síndrome, avaliamos 555 idosos, dos quais 37,1% foram considerados frágeis e 18,2% com alto risco de vulnerabilidade clínico-funcional. Houve significância estatística entre o grau de vulnerabilidade e o nível de fragilidade. Os fatores associados à fragilidade foram: idade, qualidade do sono, felicidade, renda, ter até três filhos, dificuldade de mastigação e doenças do sistema endócrino e osteomuscular. Concluímos que a fragilidade apresenta associação com fatores que estão além dos aspectos físicos, os quais incluíram componentes sociais, de bem-estar e satisfação com a vida. Esses resultados reforçam a necessidade da avaliação multidimensional da saúde do idoso ainda na Atenção Primária em Saúde, de modo a atender às necessidades específicas de saúde dos usuários, reduzir danos causados por fatores passíveis de prevenção, evitar a fragmentação do cuidado e diminuir os custos para os sistemas de saúde