Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Izbicki, Sarah |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-03062015-124546/
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Resumo: |
Percepções, expectativas e preferências dos professores variam em função de diversos fatores (características do aluno, currículo escolar, regras da escola etc.) e são expressas através de diferentes atitudes diante dos alunos, de modo a exercerem considerável influência no repertório comportamental dessas crianças e adolescentes. Considerando (a) a importância de uma relação positiva entre professor e aluno no decorrer da vida escolar do estudante, (b) as mudanças que ocorrem nesse relacionamento ao longo dos anos, e (c) que mesmo mudanças pequenas na qualidade dessa relação apresentam implicações relevantes para o desenvolvimento do aluno, necessita-se examinar quais fatores se associam a essas modificações. O objetivo geral da pesquisa foi explicitar as variáveis controladoras da rejeição e da aceitação de alunos, relatadas por seus professores, avaliando-se possíveis diferenças entre três níveis distintos de ensino. Especificamente, o estudo visou a (1) comparar as frequências com que os alunos de cada sexo são indicados como aceitos ou como rejeitados pelos professores nos três níveis, (2) comparar as razões alegadas pelos professores ao indicarem os alunos como aceitos ou como rejeitados nos três níveis e (3) identificar possíveis associações entre as razões para aceitação e para rejeição e o sexo dos alunos indicados. Vinte e um professores de 1º ano do Ensino Fundamental I, 16 do 6º ano do Ensino Fundamental II e 28 do 1º ano do Ensino Médio preencheram questionário em que indicaram três alunos que manteriam em sua classe e três que não manteriam, explicitando as razões para tais indicações. Análises inferenciais não apresentaram diferenças entre os sexos dos alunos aceitos e houve pouca associação entre as razões para aceitação e rejeição e o sexo dos alunos. Por outro lado, encontraram-se diferenças nos sexos dos alunos rejeitados nos três anos estudados, com uma proporção maior de meninos rejeitados. Também foram encontradas diferenças nas razões mencionadas para aceitação, havendo um aumento de citações de engajamento nos estudos e redução de citações de disciplina ao longo dos níveis. Por fim, encontraram-se diferenças nas razões citadas para rejeição, com um aumento de citações de falta de engajamento nos estudos e redução de menções de indisciplina. Os resultados sugerem padrões diferenciados de aceitação e rejeição ao longo dos níveis escolares estudados, os quais podem ser utilizados no delineamento de intervenções que tenham por objetivo lidar de modo mais eficiente com os comportamentos dos envolvidos, estabelecendo relacionamentos mais reforçadores para alunos e professores e repertórios socialmente habilidosos nos estudantes |