Impacto da anóxia neonatal sobre o comportamento materno em ratas e efeitos a longo prazo na orientação da atenção na prole adulta.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Helou, Ammir Yacoub
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42138/tde-07012021-115700/
Resumo: A encefalopatia hipóxico-isquêmica, condição clínica que mais acomete neonatos humanos, causa déficits sensoriais, motores e cognitivos persistentes, quando não leva a óbito. Diversos danos morfofuncionais são evidenciados em indivíduos que sofreram hipóxia/anóxia neonatal. Do comportamento materno depende a sobrevivência da prole, mediado por fatores genéticos e ambientais, relacionados a área pré-optica medial (APM) região de controle do comportamento materno. A interação mãe-filhote depende dos estímulos sensoriais eliciados pela prole como mecanismo de reforço. Em ratos, a vocalização dos neonatos na faixa de 40 kHz corresponde ao chamado de separação, o que estimula a mãe a agrupar o neonato que não se encontra no ninho. Alterações nos comportamentos direcionados à prole constituem agravante ao seu desenvolvimento. Não obstante, danos a longo prazo sobre a atenção observados em modelo animal de anóxia neonatal apontam para redução na manutenção da atenção em indivíduos acometidos. Com o objetivo de estudar as alterações no comportamento materno em relação a prole anoxiada, foi efetuada a quantificação, ao longo do período de lactação (P2-P21), do comportamento materno de ratas Wistar, n = 20, primíparas, cujas proles foram submetidas à Anóxia Neonatal em P2 (dias pós-parto); avaliou-se a interação mãe-filhote pela quantificação da frequência de vocalização na faixa de 40 kHz (Chamados de separação) de P3-P18; bem como foi quantificado o número de neurônios c-Fos-IR+ e NeuN-IR+ na APM das mães logo após o último desmame (P21); e foram avaliados os danos cognitivos, a longo prazo, na orientação da atenção da prole adulta (P70) pela Tarefa de Orientação Encoberta da Atenção, n = 12. Foi possível observar redução nos comportamentos direcionados a prole anoxiada em comparação ao grupo controle. Mães do grupo anóxia apresentaram aumento no comportamento de Auto limpeza (Self-grooming). Houve aumento dos chamados de separação do grupo macho anóxia e redução no grupo fêmea anóxia, quando comparados aos seus respectivos controles. Houve redução no ganho de peso corporal dos indivíduos do grupo Anóxia. Os resultados da anóxia neonatal sobre o comportamento materno e aumento de seu estresse, evidenciam a necessidade de avalia-los para compreender e orientar possíveis medidas que os amenizem, uma vez que os efeitos da negligência materna somados aos efeitos negativos da anóxia, podem agravar os danos induzidos pela privação de oxigênio.