Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Mazzini, Piero Luigi Fernandes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21132/tde-22092009-154153/
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Resumo: |
A região costeira do Estado de São Paulo, entre Peruíbe (24o24\'30\'\'S, 46o54\'00\'\'W) e São Sebastião (23o50\'30\'\'S, 45o40\'00\'\'W) faz parte da Plataforma Continental Sudeste do Brasil (PCSE). A região possui grande importância econômica e social devido ao turismo, indústria de óleo e gás, e ao porto de Santos, o maior do país. Correntes sobre a plataforma continental interna (PCI) dessa região foram pouco estudadas antes do projeto ECOSAN. Durante o ECOSAN, dados de correntes foram obtidos por aproximadamente 10 meses (2005-2006), através de 4 fundeios: 3 localizados na PCI, próximo à isóbata de 20 m: em frente à Peruíbe (P20) (24o24\'30\'\'S, 46o54\'00\'\'W), em frente à Santos (S20) (24o03\'30\'\'S, 46o17\'30\'\'W), e próximo à ilha Montão de Trigo (M20) (23o50\'\'30\'S, 45o40\'\'00\'W); e 1 localizado na plataforma continental média (PCM), próximo à isóbata de 100 m, em frente à Santos (S100) (25o05\'00\'\'S, 45o42\'00\'\'W). Medições de ventos foram feitas durante o mesmo período através de 2 bóias meteorológicas, localizadas junto à P20 e M20, e na Lage de Santos (L30) (24o19\'48\'\'S, 46o11\'20,4\'\'W). Os dados foram analisados no domínio do tempo e da freqüência para estudar as características das correntes bem como a importância relativa das forçantes da circulação, principalmente: tensão de cisalhamento do vento, gradientes de pressão baroclínicos e troca de momentum entre a Corrente do Brasil (CB) e as águas mais internas da plataforma continental. Resultados mostraram que as componentes de corrente paralelas à topografia foram as mais energéticas, sendo aparentemente geostróficas. Correntes forçadas pelo vento na PCI foram observadas em P20 durante o verão e em M20. Já em S20, o vento não foi capaz de suplantar os efeitos baroclínicos causados pela descarga fluvial do sistema estuarino de Santos. Em períodos de ventos fracos M20 é forçada por efeitos baroclínicos, aparentemente sofrendo também influência do sistema estuarino de Santos. Em P20 durante o inverno foi constatada a presença de forçantes baroclínicas, sendo estas atribuídas às águas provenientes do sul, com influência do Rio da Prata, as quais possivelmente influenciam também a dinâmica da PCM. Durante o período amostrado não foi verificado nenhuma inuência direta da Corrente do Brasil sobre a PCM, e tampouco sobre a PCI, demonstrando que essas regiões possuem dinâmica distinta da plataforma continental externa. A circulação na plataforma continental estudada não é homogênea, apresentando um sistema complexo de uxos e contra-uxos, havendo uma tendência das correntes sobre a PCM e a PCI apresentarem sentidos opostos. Há também tendência das correntes na PCI apresentarem sentido predominante para NE sobretudo entre Santos e São Sebastião, enquanto que na PCM a direção predominante é para SW. |