Existe amor em app?: Percepções sobre a sexualidade, a prevenção e a comunicação do HIV e da aids entre usuários de aplicativos de relacionamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Sarralheiro, Vinícius Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27164/tde-27032021-120511/
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo traçar um panorama acerca das percepções em relação ao HIV e à aids entre usuários de aplicativos de relacionamento gay e HSH (homens que fazem sexo com homens), como o Grindr e o Hornet por exemplo, realizando-se uma leitura fundamentada nos principais discursos e práticas que envolvem a sexualidade e a produção das subjetividades a fim de se debater a comunicação de risco e a promoção da saúde. A discussão teórica é formada pelos campos da comunicação e saúde, da comunicação de risco, das subjetividades, das estratégias sexuais e escolha de parceiros, enfatizando suas relações com a construção histórica e social da aids no Brasil. Diante da complexidade deste tema, também foi realizada uma pesquisa com indivíduos do aplicativo Hornet, tendo por base o modelo da Comunicação Social do Risco e que contou com 8 entrevistas em profundidade e um questionário (survey) com 1167 respostas completas. A partir desses dados, utilizando o software IRaMuTeQ, chegou-se à delimitação de três eixos de análise de acordo com a percepção dos sujeitos, a saber: (1) sexualidade, (2) prevenção e (3) formatos de comunicação; que posteriormente foram divididos em temas mais específicos para as discussões. Dentre os principais resultados se destaca a utilização das estratégias sexuais como mediadoras da relação com o sexo e a percepção do risco e a clara separação discursiva entre sexualidade e prevenção, indicando as problemáticas da generalização midiática e apontando a importância dos contextos para compor as comunicações sobre o HIV. Também, propomos discussões que envolvem os aspectos sociais e culturais, além dos problemas e estigmas, que se estabelecem sobre a aids, a camisinha, a homossexualidade e os sujeitos, como ponto de partida para a criação de novas estratégias comunicacionais.