Análise dos substratos da MMP-2 em tecidos cardíacos usando a proteômica quantitativa N-terminal multiplex

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Valle, Valéria Beatriz do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58138/tde-14022023-122058/
Resumo: As metaloproteinases da matriz (MMPs) pertencem à família das endopeptidases e são dependentes de zinco e cálcio. Elas são proteases que degradam proteínas da matriz extracelular (MEC), como laminina, elastina, colágeno e proteoglicanos. As MMPs estão envolvidas em várias funções e vários processos patológicos devido à grande variedade de seus substratos. Entre os processos em que estão envolvidas estão: destruição e remodelação de tecidos, cicatrização, inflamação e progressão tumoral. Saber e controlar a atividade enzimática é altamente desejável para que possamos compreender e estudar seus papéis individuais e propor novos agentes terapêuticos. Neste trabalho procuramos identificar os substratos da metaloproteinase da matriz 2 (MMP-2) no coração, para tentar compreender o seu papel proteolítico e seus produtos de clivagens. Isso foi feito com o uso de análise de peptídeos representados diferentemente no coração de animais (ratos) que receberam a MMP-2 recombinante humana (rhMMP-2) por 4 semanas. Essa análise envolveu a análise proteômica, seguindo-se a busca dos resultados em bancos de dados de vias de cascatas de proteínas. Os resultados revelaram que os principais conjuntos de proteínas que se modificaram nos animais que receberam a rhMMP-2 em relação aos animais controles foram enzimas de vias metabólicas do coração, sendo as 3 principais: CAC, TCA e KEGG. Os resultados também mostram não ter havido diferença na quantidade de peptídeos que compõe a maior parte das proteínas estruturais do coração, sugerindo que os resultados de alteração funcional vistos nos corações destes animais estejam mais associados a alterações metabólicas do que a alterações de filamentos proteicos envolvidos nos batimentos cardíacos ou nas junções celulares. Este é o primeiro estudo, ao que sabemos, que mostra a expressão diferencial de proteínas de vias metabólicas em corações expostos a MMP-2 exógena.