Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Moscardini, Izabela Spereta |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17162/tde-23082020-104953/
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Resumo: |
Introdução: A Lipodistrofia Parcial Familiar Tipo Dunnigan (LPFD) é uma doença autossômica dominante rara caracterizada pela perda de gordura subcutânea e alterações metabólicas, como dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2. Esse conjunto de alterações é responsável por elevar os riscos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Métodos de avaliação práticos, acessíveis, precisos e confiáveis utilizados na prática clínica tornam-se fundamentais para identificar precocemente o risco para desenvolvimento dessas doenças. Objetivos: Propor pontos de corte para as medidas antropométricas e índices de adiposidade para predizer risco cardiovascular em pacientes com LPFD. Metodologia: Foram avaliados 20 pacientes com LPFD. Foram aferidas medidas de circunferências, pregas cutâneas e calculados os índices de adiposidades (índice de massa corporal, razão cintura coxa, índice de conicidade e a body shape índex). Para identificação de risco/eventos cardiovasculares foram realizados os exames de eletrocardiograma; eletrocardiografia de esforço; exame de índice tornozelo braquial (ITB), pressão arterial, exames bioquímicos de lipidograma e glicemia. Para avaliar o desempenho de todas as medidas/índices de adiposidade para predizer risco cardiovascular foram utilizadas as curvas ROC, sendo que as medidas/índices que apresentarem melhor área sobre a curva (AUC) foram utilizadas para propor os pontos de corte (os quais apresentarem melhores combinações de sensibilidade/especificidade). Resultados: A amostra foi composta por 75% de participantes do sexo feminino com a idade média de 40 ± 12 anos. De acordo com o perfil metabólico dos pacientes, foram encontrados níveis séricos elevados para colesterol total (50%) e triglicérides (60%) e 75% dos indivíduos apresentaram baixos valores de HDL. A presença de DM2 foi encontrada em 50% dos pacientes e 35% eram hipertensos. Quando avaliado o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, 20% dos pacientes apresentaram risco elevado após realizarem o teste ergométrico e 55% apresentaram risco elevado devido ITB alterado em conjunto com os critérios sugeridos pelo The National Cholesterol Education Program III. Nenhum paciente apresentou risco cardiovascular quando aplicado o Escore de Framingham. As medidas que melhor apresentaram desempenho para predizer risco cardiovascular foram: cintura da Coxa (ponto de corte: 54,5 cm, AUC): 0,85, sensibilidade: 86,7%, especificidade: 80%); razão cintura-coxa (ponto de corte: 1,67, AUC: 0,75, sensibilidade: 67%, especificidade:100%) e razão tronco-raço (Ponto de corte: 2,5, AUC: 0,7). Conclusão: A circunferência da coxa foi a medida que apresentou melhor desempenho para predizer risco cardiovascular em pacientes com LPFD. Compreende-se a importância e eficácia de métodos práticos e confiáveis para avaliar o risco cardiovascular nessa população. Além disso, a alta prevalência de alterações metabólicas alerta para intervenções precoces com o objetivo de reduzir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares nesses indivíduos. |