Uso dos modelos SurgeMan®, TraumaMan® e Porcino na prática cirúrgica do curso Suporte Avançado de Vida no Trauma (SAVT)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Garcia, Diogo de Freitas Valeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5132/tde-01032017-122338/
Resumo: Introdução: Universidades e hospitais solicitam alternativas para o uso de animais no treinamento médico sempre que possível. O custo dos manequins artificiais atualmente aprovados pelo Colégio Americano de Cirurgiões muitas vezes torna o seu uso proibitivo em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. Um manequim artificial de baixo custo (SurgeMan®) foi desenvolvido no Brasil. Nosso objetivo primário foi determinar se o SurgeMan® é adequado de acordo com o grau de satisfação dos alunos e instrutores do programa ATLS® quando comparado com o modelo TraumaMan® e o modelo animal, que são os atualmente aprovados para os procedimentos cirúrgicos do curso. Nosso objetivo secundário foi determinar se os índices de satisfação do usuário para SurgeMan® são superiores a 80%. Métodos: Foi realizado um estudo cruzado prospectivo com três modelos. Foram utilizados os modelos: SurgeMan® (SMan), TraumaMan® (TMan) e um modelo animal (suínos da raça Landrace). Uma amostra de conveniência de 36 estudantes candidatos a alunos do curso ATLS® foi alocada em nove grupos de quatro alunos e monitorados por um instrutor durante toda a estação de atividades cirúrgicas. Cada grupo participou de todas as atividades cirúrgicas em cada um dos três modelos. Os procedimentos realizados foram: drenagem pleural, cricotireoidostomia, pericardiocentese e lavagem peritoneal diagnóstica (DPL). Os testes psicométricos foram concluídos com os alunos e instrutores preenchendo um questionário com escala de Likert na conclusão de cada atividade. Os estudantes e instrutores também foram questionados sobre a adequação dos modelos para a realização da prática de atividades cirúrgicas do curso ATLS®, se eles substituiriam ou não o modelo animal pelo SurgeMan® ou pelo TraumaMan® e sobre suas preferencias de modelo considerando aspectos éticos e financeiros e sem levar estes em consideração. Resultados: O modelo animal e TraumaMan® tiveram desempenho melhor do que SurgeMan® para todas as habilidades, exceto pericardiocentese, onde não houve diferença estatística entre os modelos (Anova para medidas repetidas). Quando fatores éticos e financeiros não foram levados em consideração: 58% dos alunos e 66% dos instrutores escolheram o modelo animal. Quando os fatores éticos e financeiros foram considerados os modelos foram igualmente recomendados pelos alunos (SMan.33%, TMan 30%, Suínos 33%) e os instrutores escolheram o SurgeMan® como primeira opção (SMan 66%, TMan 22%, Suínos 11%). Para a adequação de cada modelo para o aprendizado de habilidades no ATLS®, os alunos consideraram todos adequados (81% S.Man; 94% T.Man; 86% suínos; p = 0,184) e os instrutores consideraram apenas o modelo animal abaixo de 80% (SMan 88%, TMan 100%, Suínos 77%). Conclusão: TraumaMan® teve desempenho melhor do que SurgeMan® na maioria dos procedimentos. Os alunos consideram que tanto TraumaMan® quanto SurgeMan® são aceitáveis para a aprendizagem das habilidades cirúrgicas do ATLS®