Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2025 |
| Autor(a) principal: |
Santos, Natalia Liberato dos |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
|
| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: |
|
| Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-21052025-163343/
|
Resumo: |
Demonstrar a concretude da influência de determinados fenômenos na sociedade moderna é sempre uma tarefa contínua que perpassa, não apenas, a revisão histórica e bibliográfica dos acontecimentos, mas também um olhar crítico a respeito deste passado e da realidade – racializada – por ele criada, chamada aqui de normalidade. Destrinchá-la a partir deste olhar crítico faz parte de uma agenda de pesquisa não muito recente, mas ainda assim inovadora e necessária. A partir deste estudo buscamos demonstrar que a desconstrução dessa realidade racializada é fundamental para transformar as relações de poder globais e promover a justiça social. Para colaborar com esta agenda, realizamos uma revisão a respeito da instrumentalização do conceito raça nas relações internacionais, os projetos geopolíticos derivados desta e, por fim, as mobilizações coletivas de enfrentamento a essa violência global(izada), especificamente o Black Lives Matter. Nesta jornada, a partir da perspectiva da teoria crítica racial, reanalisamos conceitos já comuns aos estudos de movimentos sociais, como contexto e oportunidade política, mas agora sob o olhar crítico derivado do reconhecimento da construção de uma realidade racializada – normalidade. Desta forma, nos afiliamos a uma crescente produção acadêmica brasileira, que tem se dedicado a alargar as lentes teóricas dos estudos sobre as dimensões globais do poder da racialização na sociedade moderna. Concluímos que a racialização do poder é um mecanismo histórico e persistente que produz desigualdades. Argumentamos, assim, que mobilizações coletivas como o Black Lives Matter demonstram a resistência a essas normas e a necessidade de uma transformação profunda das estruturas sociais |