Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Durbano, João Paulo Di Monaco |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59139/tde-09112020-101836/
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Resumo: |
Esta tese apresenta inicialmente o estudo de um episódio da história da genética, o desenvolvimento do conceito de crossing-over, focando as contribuições de vários cientistas como, por exemplo, Thomas H. Morgan (1866-1945), Alfred H. Sturtevant (1891-1970), Richard B. Goldschmidt (1878-1958), Hermann J. Muller (1890-1967), Waro Nakahara (1896-1976), Harriet B. Creighton (1909-2004), Barbara McClintock (1902-1992) e Curt J. Stern (1902 - 1981). Em um segundo momento, apresenta uma pesquisa voltada ao ensino. Esta consiste na análise da parte histórica referente ao crossing-over e suas relações com o conteúdo de Genética nos oito livros didáticos de Biologia de Ensino Médio indicados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2012 e em onze livros destinados ao Ensino Superior. A pesquisa histórica leva à conclusão de que as dúvidas e críticas sobre o mecanismo do crossing-over eram justificáveis em termos epistêmicos em 1916 ou mesmo posteriormente. Mas, além disso, foi possível perceber a existência de uma luta pela autoridade no campo da genética. Partindo da reconstrução histórica, procurou-se elucidar se a história da genética que aparece nos livros didáticos analisados está contribuindo para a discussão de questões sobre a Natureza da Ciência. Nesse sentido, a análise desenvolvida mostra que a maioria dos livros destinados ao Ensino médio não oferece uma ideia adequada de como a ciência se desenvolve e de como os cientistas trabalham, não contribuindo, portanto, para superar uma visão a-histórica da ciência. Por outro lado, nos livros destinados ao Ensino Superior que contêm uma parte histórica, ela é utilizada para exemplificar ou explicar determinado conhecimento científico. Assim, os livros de Ensino Superior, ao utilizar exemplos de contribuições originais dos cientistas dentro de seu contexto, contribuem para uma melhor visão de aspectos epistemológicos se comparados aos livros de ensino médio analisados. |