HrcA de Caulobacter crescentus e Xylella fastidiosa: estudos comparativos de seqüências e desenvolvimento de modelo estrutural

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Perez, Humberto Rodriguez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-27092018-143815/
Resumo: O gene hrcA é encontrado em quase todos os ramos da árvore filogenética das eubactérias, e seu produto, a proteína HrcA, funciona como repressor da expressão dos operons de choque térmico groESL e dnaKJ, ligando-se à seqüência repetida invertida denominada CIRCE (controlling inverted repeat of chaperonin expression) presente na região regulatória destes operons. O sistema HrcA-CIRCE está, portanto, amplamente representado nas eubactérias. Particularmente, em Caulobacter crescentus, uma α-proteobactéria, este sistema está envolvido no controle da expressão do operon groESL durante o ciclo celular da bactéria. Conhecer a estrutura e as interações de HrcA é importante para entender este processo. Neste trabalho são apresentadas as análises de seqüência das HrcA\'s de C. crescentus e de Xylella fastidiosa, uma proteobactéria do grupo γ, as quais são muito similares. Este estudo levou à proposta de um modelo estrutural com a delimitação dos domínios da proteína, os dobramentos de cada domínio, com base nas interações da HrcA de C. crescentus com o elemento CIRCE e ATP, que estão sendo caracterizadas em nosso laboratório, assim como a atribuição de aminoácidos e motivos conservados funcionais. Adicionalmente, embora a expressão da HrcA recombinante de X. fastidiosa não tenha tido sucesso, a HrcA recombinante de C. crescentus purificada tem se prestado aos ensaios espectroscópicos, ainda que tenha sido detectada uma microagregação que está sendo enfrentada com um protocolo de purificação baseado no uso de α ciclodextrina. Os estudos espectroscópicos preliminares da HrcA C. crescentus dão suporte ao modelo estrutural proposto.