Avaliação volumétrica da obturação dos canais radiculares realizada com diferentes cimentos e técnicas, por meio de microtomografia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Araujo, Vanessa Lessa Cavalcanti de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58133/tde-07022014-163757/
Resumo: O sucesso do tratamento endodôntico está associado não só com a limpeza e a instrumentação do sistema de canais radiculares (SCR), mas com a capacidade de selamento do material obturador principalmente do terço apical. O objetivo do presente estudo in vitro foi analisar o volume de guta-percha e de cimento endodôntico no milímetro apical das obturações, utilizando diferentes cimentos e técnicas de condensação. Para tanto, 64 incisivos centrais superiores foram preparados com instrumentos rotatórios de NiTi até o diâmetro cirúrgico #60.02, e então distribuídos aleatoriamente em quatro grupos. Para cada um usou-se um cimento diferente, a saber: Endofill, Sealer 26, AH Plus e Sealapex. E para cada cimento utilizado, metade dos dentes foi obturada pela técnica de condensação lateral ativa (n=8), e a outra metade, pela técnica da condensação lateral passiva (n=8). Feitas as obturações, os dentes foram submetidos ao exame tomográfico com o uso do microtomógrafo SkyScan 1174 v2. As imagens foram reconstruídas pelo programa NRecon e em seguida foi avaliado o parâmetro tridimensional do volume de cimento e guta-percha no milímetro apical, por meio do programa CTan. A análise de variância a dois critérios para o volume de guta-percha demonstrou haver diferença estatisticamente significante para o fator de variação Cimento endodôntico (p>0,05). Por meio do teste Tukey, observou-se que o grupo obturado com o Sealer 26 apresentou maior volume de guta-percha no milímetro apical do comprimento de trabalho quando comparado ao Endofill que se apresentou com menor volume. Já a análise de variância para o volume de cimento endodôntico demonstrou haver diferença estatisticamente significante para o fator de variação Cimento endodôntico (p<0,05), Técnica obturadora (p<0,05) e pelas interações dos fatores (p<0,05). O teste Tukey para o fator de variação Cimento endodôntico demonstrou que o grupo obturado com o Sealapex apresentou menor volume de cimento no milímetro estudado quando comparado ao grupo obturado com AH Plus e Sealer 26, que evidenciaram maior volume de cimento. Em relação ao fator de variação Técnica obturadora, a condensação lateral ativa apresentou menor volume de cimento comparada técnica passiva. Pode-se concluir que o maior volume de guta-percha foi encontrado nos dentes obturados com o cimento endodôntico Sealer 26, semelhantes aos obturados com Sealapex e AH Plus, independentemente da técnica de condensação. O menor volume de cimento endodôntico foi encontrado no grupo obturado com Sealapex, semelhante ao grupo obturado com o Endofill. Em relação à técnica obturadora, a condensação lateral ativa apresentou menor volume de cimento quando comparada à passiva.