Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Rodrigues, Maria Helena Cruz |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-02122021-110545/
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Resumo: |
No presente estudo avaliamos comparativamente a antigenicidade de quatro proteínas recombinantes correspondentes à região C-terminal da Proteína 1 de Superfície do Merozoíta (MSP119) e duas proteínas recombinantes derivadas do Antígeno 1 de Membrana Apical (AMA-1) de Plasmodium vivax. Vários aspectos da resposta imune naturalmente adquirida ao P. vivax foram avaliados em indivíduos de áreas endêmicas de malária visando contribuir para o diagnóstico sorológico e para o desenvolvimento de uma vacina contra as formas sanguíneas de P. vivax. Inicialmente, desenvolvemos um ensaio imunoenzimático (ELISA), usando como antígenos quatro proteínas recombinantes derivadas da região C-terminal da MSP1 de P. vivax (MSP119) produzidas a partir de diferentes vetores de expressão. Três proteínas recombinantes foram expressas em E. coli e uma em Pichia pastoris. Estas proteínas foram comparadas quanto ao reconhecimento por anticorpos IgG de 200 pacientes infectados por P. vivax, 53 indivíduos africanos expostos ao P. falciparum, 128 indivíduos com outras doenças não relacionadas à malária e 49 indivíduos normais. A sensibilidade total obtida no ensaio foi de 95% e a especificidade variou de 97,7 a 100%. Os nossos resultados demonstram que um ELISA utilizando uma única proteína recombinante baseada na MSP119 pode ser utilizado como base para o desenvolvimento de um método sorológico de detecção da malária causada por P. vivax. Posteriormente, expressamos em E. coli uma proteína recombinante correspondente a AMA-1 de P. vivax (His6-AMA-1) e avaliamos o reconhecimento imune desta por soros de indivíduos de área endêmica de malária. A frequência de indivíduos que apresentaram anticorpos IgM e IgG específicos contra a proteína recombinante His6-AMA-1 foi de 48,5% e 85%, respectivamente. A freqüência de indivíduos que apresentaram anticorpos IgG contra His6-AMA-1 ou PV66/AMA-1 produzida em Pichia pastoris foi similar. A subclasse de anticorpo IgG específico para His6-AMA-1 foi predominantemente IgG1. Os ensaios de inibição utilizando as duas proteínas recombinantes derivadas de AMA-1 (His6-AMA-1 e PV66/AMA-1) indicam a presença de epítopos de reatividade cruzada assim como específicos para os dos antígenos. Nossos resultados sugerem que a proteína recombinante His6-AMA-1 produzida em E. coli mantém suas propriedades antigênicas e pode ser utilizada, assim como a MSP119, para estudos imuno-epidemiológicos em áreas endêmicas de malária. |