Estudo da inovação na indústria brasileira de alimentos e bebidas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Almeida, Sarah Winck de
Orientador(a): Ziegler, Denise Dumoncel Righetto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
Departamento: Escola de Saúde
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/3671
Resumo: A inovação é um termo atualmente presente na pauta de discussão tanto de empresas quanto na pesquisa das universidades. Porém, sua abordagem, especificamente no setor de alimentos, carece de referencial teórico que lhe dê suporte e embasamento. Este estudo objetivou identificar as características que influenciam na formação do perfil de inovação da indústria brasileira de alimentos e bebidas, com base em dados qualitativos coletados em uma amostra de indústrias que participaram da Feira Anuga, na Alemanha, no ano de 2013. Para tanto, resgatou-se visões de alguns autores sobre os conceitos da inovação e sua aplicação na indústria de alimentos, bem como a fundamentação de aspectos importantes para a inovação, como o relacionamento Universidade – Empresa e o fomento à inovação tecnológica por parte do governo. Para obtenção dos dados, utilizou-se metodologia de pesquisa qualitativa, com intuito de identificar os fatores que influenciam na formação do perfil de inovação dessas indústrias. Esse estudo compõe um dos objetivos estratégicos do Projeto NUTRITECH – FINEP, conveniado com a Unisinos em 2010 (Nº do Convênio 01.10.0510.00) que consistiu na implantação do Instituto Tecnológico em Alimento s para a Saúde – itt Nutrifor. A partir do estudo, pode-se identificar que a indústria de alimentos e bebidas possuem um perfil de inovação com características bastante conservadoras, onde os conceitos se confundem e as inovações em produto são basicamente incrementais, pelo medo do risco. As inovações em processo são novas apenas para a empresa, visto que em geral partem de tecnologias importadas de outros países. Além disso, as empresas desenvolvem as inovações, em geral, com recursos próprios (financeiros e de pessoal), sem existir uma relação consolidada com os demais atores do sistema de inovação, fato que merece atenção especial devido à sua grande importância na consolidação do processo de inovação. As conclusões que resultaram desse estudo servirão para melhor guiar a atuação das Indústrias, Universidades e demais agentes do sistema de inovação, no que diz respeito à inovação tecnológica para a área de alimentos e bebidas no Brasil.