Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Palinski, Jane da Rosa |
Orientador(a): |
López, Laura Cecilia |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
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Departamento: |
Escola de Humanidades
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/11077
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Resumo: |
“Oito em cada dez gestantes e puérperas que morreram de coronavírus no mundo eram brasileiras” foi uma manchete que circulou nas redes digitais em julho de 2020 e cujo estudo de base deflagrou uma série de mobilizações e ações coletivas no território brasileiro para diagnosticar e enfrentar a situação. Este trabalho teve como objetivo analisar como essas mobilizações e estratégias de ação para a prevenção da mortalidade materna foram construídas no contexto da pandemia de COVID-19 no Brasil e de que modo foi trabalhada a dimensão do racismo e outras desigualdades operantes na produção social dessas mortes. Há décadas que estudos vêm mostrando que as desigualdades raciais e de classe são dimensões que produzem as mortes maternas evitáveis no Brasil. Este fenômeno agravou-se com a pandemia de COVID-19, assim como com a conjuntura política e econômica no país. Foi realizada uma pesquisa documental, com um corpus constituído com diversidade de materiais (lives, notas técnicas, audiências públicas, etc.) que circularam na internet. Nosso recorte espacial abrange o nível nacional, trazendo alguns dados do Rio Grande do Sul, por ter ganhado destaque uma ação do poder público, relacionada ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna; assim como de São Paulo, com uma mobilização relacionada à vacinação de gestantes no estado. Realizou-se uma análise de conteúdo com dois eixos que articularam os dados empíricos e as discussões teóricas: como se deu a produção de dados epidemiológicos e o mapeamento das desigualdades operantes nessas mortes; e quais foram as formas de mobilização e tradução em ações/estratégias, problematizando em ambos os casos como foi incorporada a dimensão racial. Como resultados principais destacam-se a necessidade de politizar a mortalidade materna dentro das demandas por garantia dos direitos humanos das mulheres, principalmente o direito à vida, seja na qualificação da produção de dados epidemiológicos e dos determinantes sociais das mortes maternas evitáveis, assim como na implementação de políticas de equidade que promovam justiça social. |