Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Costa, Eliane Gomes da |
Orientador(a): |
Saccol, Amarolinda Zanela |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Administração
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Departamento: |
Escola de Gestão e Negócios
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/3835
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Resumo: |
O objetivo deste trabalho é analisar a utilização das Tecnologias da Informação Móveis e Sem Fio (TIMS) nos diferentes elos da cadeia bovina do estado de Goiás, bem como identificar os desafios e oportunidades para o uso dessas tecnologias no contexto pesquisado. O método utilizado foi o de estudo de caso único, tendo como unidade de análise a cadeia da pecuária de corte do estado de Goiás. A pesquisa ocorreu em duas etapas, uma exploratória e outra descritiva. Na etapa exploratória buscou-se familiaridade com o tema por meio de análise de estudos já publicados e pela realização de oito (8) entrevistas semiestruturas com representantes das entidades de classe, certificadoras e fornecedores de TIMS. Na etapa descritiva realizou-se treze (13) entrevistas semi-estruturadas com representantes de onze empresas pertencentes aos elos (cria, recria, engorda, frigorífico e trader) da cadeia para compreender o processo de adoção ou não das TIMS. A análise dos resultados aponta que o frigorífico é o elo mais forte dentro da cadeia. Que a falta de coordenação da cadeia é um dificultador tanto para a rastreabilidade quanto para a utilização de TIMS. Para esta cadeia, o entendimento de tecnologia compreende principalmente técnicas de manejo, irrigação, melhoramento genético e alimentação, isto é, embora presentes, as TIMS não são percebidas como tecnologias prioritárias para o funcionamento da cadeia. Problemas de infraestrutura básica, como energia elétrica e telecomunicações, bem como a compreensão das necessidades tecnológicas e informacionais das propriedades rurais, dificultam a implantação e adoção das TIMS. A falta de regulamentação quanto ao uso de dispositivos eletrônicos retarda a aplicação dos brincos de RFID para garantir a rastreabilidade. O custo da tecnologia e a baixa qualificação da mão de obra são também apontados como outros dificultadores de adoção. Observa-se que ao mesmo tempo em que o sistema de rastreabilidade brasileiro estabelece rigorosos controles na operacionalização, por outro lado dá margem para controle tardio do rebanho. Percebe-se que a rastreabilidade é mais intensamente trabalhada no elo de engorda, elo mais próximo ao frigorífico. Também observa-se que o frigorífico, por ser o elo com maior “poder” na cadeia e aquele que tem necessidade direta da rastreabilidade para atender ao mercado europeu exige a rastreabilidade, porém os custos dessa rastreabilidade são de exclusiva responsabilidade dos pecuaristas. O prêmio europa vem sendo reduzido de forma gradativa, desestimulando muitos produtores a manterem-se no sistema de rastreabilidade (SISBOV). No entanto, verificou-se que, além do seu possível uso para rastreabilidade, e apesar de alguns fatores dificultadores para adoção, a TI e as TIMS trazem diversos benefícios para a gestão das organizações na cadeia pesquisada, tais como: melhor controle de estoque, de custos individuais, de volume e tempo da produção, de previsão de vendas, de produtividade dos funcionários, redução nos erros de lançamento, aumento da eficiência do manejo, segurança para o acionista e melhoria na qualidade e disponibilidade da informação. |