Análise dos efeitos da terapia manipulativa osteopática como tratamento em pacientes com síndrome do intestino irritável: uma revisão sistemática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Martins, Letícia Costa
Orientador(a): Castilhos, Juliana de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
Departamento: Escola de Saúde
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/10332
Resumo: A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio gastrointestinal funcional comum e frequente ao longo da vida. De acordo com a baixa eficiência dos medicamentos disponíveis para a SII, observa-se um crescente interesse em terapias alternativas. Portanto, essa revisão sistemática teve como objetivo avaliar a efetividade da terapia manipulativa osteopática (TMO) para o manejo dos sintomas da SII. Foram selecionados artigos em língua portuguesa e inglesa nas seguintes bases de dados: PubMed, Embase, Biblioteca Cochrane e OSTMED.DR. Os termos de pesquisa incluíram síndrome do intestino irritável, SII, doença colônica funcional, cólon irritável, osteopatia, manipulação osteopática, ensaio clínico e ensaio clínico randomizado. A identificação de citações, a seleção de estudos e a extração de dados foram realizadas de forma independente por dois revisores com um formulário de extração de dados da Cochrane. Um método de consenso foi usado para resolver divergências sobre a avaliação da qualidade metodológica dos ECRs que foram revisados. Como resultados, a pesquisa identificou 12 estudos que examinaram o uso da TMO para pacientes com SII, mas apenas 3 estudos (97 pacientes) preencheram os critérios de inclusão. Todos os estudos foram avaliados como tendo baixo risco de viés de acordo com os critérios da Cochrane Collaboration, embora houvesse heterogeneidade nas medidas de resultados e intervenções de controle. Todos os estudos relataram melhorias mais pronunciadas a curto prazo com o uso da TMO em comparação com placebo ou tratamento padrão apenas. Estas diferenças permaneceram estatisticamente significantes após diferentes tempos de acompanhamento pós tratamento. A presente revisão sistemática nos permite concluir que existem evidências preliminares de que a TMO pode ser benéfica no tratamento de pacientes com SII. No entanto, é necessária cautela na interpretação desses achados, devido ao número limitado de estudos disponíveis e ao pequeno tamanho das amostras.