Dinâmica de comunidade de espécies arbóreas em manchas de Mata Atlântica com matrizes de pecuária e silvicultura de eucalipto no extremo sul do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Vier, Iliane Freitas de Souza
Orientador(a): Oliveira, Juliano Morales de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biologia
Departamento: Escola Politécnica
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/4777
Resumo: A vegetação do sul do Brasil é composta pelos biomas Pampa e Mata Atlântica. Nossas áreas de estudo situam-se próximo aos limites destes dois biomas, formando um mosaico campo-floresta. A pecuária e a silvicultura de eucalipto são atividades largamente difundidas ao longo destas formações. A mudança de manejo da matriz, da pecuária para a silvicultura de eucalipto, pode levar a alterações nas características autoecológicas de espécies arbóreas florestais. O estudo das características autoecológicas em ambientes com diferentes históricos de uso da terra pode ajudar a compreender como as espécies arbóreas respondem às alterações de habitat ou das condições ambientais. Este estudo objetiva analisar como atributos autoecológicos entre espécies arbóreas florestais variam segundo uma mudança de manejo da matriz no extremo sul da Mata Atlântica, de campos nativos com pecuária extensiva para plantações de eucaliptos sobre essas pastagens. De forma específica, pretende-se (i) determinar o efeito da mudança de manejo sobre atributos autoecológicos entre espécies, e havendo este efeito, (ii) que padrões de alteração autoecológica podem ser identificados entre espécies. De acordo com nossos resultados, a mudança de manejo da matriz da paisagem causou alterações nos padrões autoecológicos das espécies arbóreas. A amplitude destas variações foi diferente para cada espécie e dependeu de sua plasticidade fenotípica e das condições ambientais locais. A longo prazo, os padrões de alterações autoecológicas encontrados podem refletir uma mudança na composição de espécies em decorrência da mudança de manejo.