Gestão de risco no setor público : percepção do gerenciamento de riscos nas universidades federais
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Administração Brasil UFRPE Programa de Pós-Graduação em Controladoria |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/8486 |
Resumo: | A pesquisa teve como objetivo analisar a percepção nas Universidades Federais do Brasil quanto à adoção da gestão de riscos como ferramenta de controle. Quanto à natureza, a pesquisa classifica-se como aplicada, com abordagem quantitativa. Com relação aos objetivos, enquadra-se como descritiva. O procedimento adotado foi o levantamento (survey), tendo como escopo as Universidades Federais do Brasil. Os grupos de variáveis foram compostos por: perfil dos servidores, visão do ambiente de controle interno, identificação e percepção dos riscos dentro do contexto das etapas para gestão de riscos, desafios quanto à implantação da gestão de riscos e percepção quanto aos impactos e contribuições decorrentes da gestão dos riscos. A maioria dos respondentes são técnicos administrativos, com especialização e experiência entre 05 e 10 anos na instituição. No que se refere à constatação do ambiente de controle interno, a maioria dos mecanismos de controles estão presentes na maior parte das Universidades, no entanto, pontos essenciais como manter uma corregedoria e mapeamento de processos ainda precisam ser mais bem incorporados. O mesmo ocorre com relação à identificação dos riscos, na qual riscos derivados de convênios, atividades financeiras, folha de pagamento, ensino e compliance ainda precisam ser identificados em maior número pelas instituições. Em terceiro lugar foi analisado a percepção quanto aos desafios decorrentes da implantação da gestão de riscos, na qual se destacaram os desafios referentes à falta de mapeamento de processos, necessidade de engajamento e de capacitação dos servidores, surgimento de divergências em torno do risco e o excesso de demandas. Por fim, a pesquisa buscou analisar a percepção dos impactos e contribuições, na qual se destacaram: redução de custos, promoção da integridade, identificação de problemas atuais e emergentes e o monitoramento da adequação e eficácia dos controles internos. Foram identificadas relações significantes entre o grupo de variáveis de desafios e o grupo correspondente aos benefícios da gestão de riscos. Conclui-se que a gestão de risco deve ser incorporada e aprimorada pelas Universidades, que gradualmente estão se aperfeiçoando, ainda mais considerando os normativos vigentes recentes, mas que já constituem uma obrigação. De um modo geral as Universidades responderam positivamente quanto à constatação do ambiente de controle interno. Já a definição do modelo de gestão de riscos foi realizada por pouco mais da metade das instituições, no entanto, devido à obrigatoriedade ser recente, é possível que o processo de adoção esteja em andamento. Buscou-se, assim, contribuir com o meio profissional e acadêmico ao demonstrar a percepção das Universidades Federais quanto aos principais aspectos da gestão de riscos, mesmo que em fase inicial de implantação e obrigatoriedade no setor público brasileiro. Assim, também pode contribuir ou gerar perspectivas quanto aos desafios e benefícios percebidos pelos próprios servidores. Dessa forma, as Universidades Federais podem identificar cada um dos pontos analisados no estudo para diversas melhorias, visando justamente se adequar à gestão de risco recentemente imposta pela legislação. Com base nos resultados do estudo, pode-se propor um conjunto de ações, inseridas no contexto operacional das Universidades, para melhorar o grau de maturidade da gestão de riscos dessas instituições. |