Potencial biotecnológico de amostras de Rhizopus isoladas de solos da caatinga do nordeste, Brasil na produção de monohexosilceramidas, quitina e quitosana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: VIEIRA, Edson Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Rede Nordeste de Biotecnologia
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (Renorbio)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/7747
Resumo: Foram testados três amostras de Rhizopus stolonifer UCP1300, R. microsporus UCP1304, R. arrhizus UCP1295, isoladas de solos da caatinga do Nordeste<Brasil, avaliando o potencial biotecnológico na produção de glicosfingolípideos, quitina, quitosana. As investigações realizadas com Rhizopus stolonifer e R. microsporus utilizando fontes convencionais demonstram a presença de uma nova biomolécula caracterizada como monohexosilceramidas (CMHs), um glicoesfingolipídeo altamente conservado, sugerindo que desempenha vários processos celulares, principalmente, no crescimento, na diferenciação e na transição morfológica. Os ensaios de atividade antimicrobiana da CMH foram avaliados contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas pelo teste de difusão em ágar, observando--se efeitos bactericidas para bactérias Gram positiva e negativa. Contudo, a atividade anti-bacteriana foi observada apenas para bactérias Gram negativa. Observou-se ainda, que a viabilidade das células que formam a estrutura do biofilme, sendo os resultados obtidos inéditos. E ainda, a CMH isolado de R. microsporus foi capaz de inibir a formação de biofilme de bactéria Stafilococcus aureus (MRSA) em todos os parâmetros testados. A produção dos copolímeros de quitina e quitosana por Rhizopus arrhizus UCP 1295 foi investigada utilizando o efluente da indústria de doces e sucos de milhocina com substratos alternativos e de baixo custo. O fungo foi cultivado em diferentes concentrações dos resíduos e diferentes valores de pH, de acordo com o planejamento fatorial 23. A biomassa obtida foi liofilizada e submetida ao tratamento alcalino-ácido para obtenção de quitina e quitosana. Os polissacarídeos foram caracterizados por espectroscopia na região do infravermelho. Observou-se que a maior produção de biomassa (14,11g / L) foi obtida no teste 6 (8% efluente industrial, 5% milhocina e pH 5). No entanto, o maior rendimento de quitosana (23,91 mg / g) foi maior em quitosana (16,93 mg / g) no ensaio 3 (4% de efluente industrial, 0% de cornolina e pH 7) obtido no teste 1 (4% de efluente industrial, 0% de milhocina e pH 5). Os polissacarídeos quitina e quitosana tiveram um grau de acetilação de 86% e um grau de desacetilação de 71,4%, respectivamente. A produção promissora de quitina e quitosana basearam-se na conversão do resíduo industrial de doces, como substrato renovável e alternativo, com perspectivas industriais, considerando o baixo custo de produção e a qualidade do bioproduto. Os estudos realizados com as linhagens de Rhizopus stolonifer UCP1300, R. microsporus UCP1304, R. arrhizus UCP1295, indicaram elevado potencial biotecnológico, demonstrando promissora atividade antibacteriana, com aplicabilidade para a indústria farmaceutica.