Estrutura da paisagem em ambientes com diferentes altitudes no semiárido pernambucano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: CUNHA, Jéssica Stéfane Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Ciência Florestal
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/7401
Resumo: Os ambientes naturais vêm sendo alterados drasticamente. A degradação da vegetação nativa na região do Araripe, localizada no Sertão Pernambucano, encontra-se em expansão pela exploração da madeira e à conversão da vegetação nativa em distintos usos. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a estrutura da paisagem florestal de fragmentos em diferentes altitudes na região do Araripe, mapeando os usos e cobertura da terra e avaliando as diferenças estruturais da paisagem. Para investigar a situação ambiental da região foram coletados dados de três diferentes ambientes em distintas altitudes: Baixada, Encosta e Chapada. Para cada ambiente foram selecionadas três áreas, totalizando nove, as quais estão distribuídas entre os municípios de Araripina, Exú e Ipubi. As análises tomaram como base, dados obtidos in loco e por imagens RapidEye adquiridas no ano de 2014, processadas e classificadas. Para a análise da paisagem, as métricas averiguadas foram de área, densidade, forma e proximidade. Os resultados do mapeamento do usos e cobertura da terra indicaram que na relação entre a cobertura florestal e os diferentes usos, a classe que mais influenciou foi a Agropecuária, acredita-se que em consequência da economia local ser baseada em cultura de subsistência. Constatou-se que os ambientes Baixada e Encosta foram os ambientes que apresentaram áreas com matrizes não florestais, acarretando desequilíbrio nos processos ecológicos. Ao avaliar as quantificações da classe Floresta nos ambientes, verificou-se que o gradiente altitudinal pode influenciar na densidade de vegetação nativa. A análise da paisagem revelou alta representatividade de remanescentes menores que cinco hectares, demonstrando paisagens bastante fragmentadas. O ambiente Chapada foi considerado o menos fragmentado, visto que apresenta paisagens com menos fragmentos quando comparada as paisagens dos outros ambientes, além da classe Floresta se comportar como a matriz nas paisagens, aumentando a conectividade entre as manchas florestais e auxiliando no fluxo gênico. Possivelmente, isso ocorre devido à legislação para proteção dessas áreas em virtude da altitude. Esses resultados podem apontar diferença da fragmentação e da conservação da vegetação nativa associados ao gradiente altitudinal. Ademais, ocorre na região uma conversão dos fragmentos florestais contínuos em fragmentos pequenos e desconectados. Entretanto, esses fragmentos são imprescindíveis na diminuição do isolamento entre as manchas. Desse modo, para a continuidade da vegetação encontrada na região e mencionada nessa pesquisa, são necessárias ações de manejo e de recuperação das áreas de preservação permanente para a melhoria da integridade da paisagem.