Detecção de Microcystis potencialmente tóxicas em reservatórios de Pernambuco, através de marcadores moleculares para o operon da sintetase da microcistina - mcyB e mcyA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: SANTOS, Danilo Mamede da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Biologia
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Botânica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/4757
Resumo: Cianobactérias ou algas cianofíceas, embora tenham muitas semelhanças com algas eucarióticas e ocupem os mesmos nichos ambientais, pertence ao domínio Eubacteria. No Brasil, foi evidenciada a ocorrência de florações de cianobactérias, principalmente no Estado de Pernambuco, ocasionando a morte de vários pacientes em 1996. Dentre as cianobactérias capazes de produzir toxinas, destaca-se o gênero Microcystis, sendo requeridos alguns genes (mcyA a J) para produção de toxina. Este trabalho tem como objetivo verificar a presença do operon para os genes, mcyB e mcyA, em populações de cianobactérias ocorrentes em reservatórios do Estado de Pernambuco. O levantamento taxonômico dos reservatórios possibilitou a identificação de 16 táxons representados por três ordens: Chroococcales; Nostocales e Oscilatoriales, onde M. aeruginosa foi à espécie mais amplamente distribuída nos reservatórios estudados. O reservatório do Agreste foi o que apresentou o maior número de organismos por L-1, com o valor de 51.423.078 org. L-1, seguido dos reservatórios do Sertão e Zona da Mata. O operon da ficocianina comprovou a presença de cianobactérias para todos os reservatórios estudados. O gene do mcyB esteve presente para todos os reservatórios e mcyA apenas para o reservatório de Tapacurá, período chuvoso, representando por 11,11% das amostras. Dentre os primers utilizados para o mcyB, o mcyB-FR demonstrou ser mais específico que o mcyB-FRA, por não apresentar bandas inespecíficas. Os ensaios em HPLC foram efetuados até o presente momento apenas para dois reservatórios, Arcoverde chuvoso e Jazigo chuvoso, sendo positivo apenas para o reservatório de Jazigo. Os resultados apontam uma necessidade periódica de monitoramento dos reservatórios do Estado de Pernambuco frente a cianobactérias potencialmente tóxicas, sendo o método de PCR apropriado para a detecção de potenciais produtores de microcistinas em amostras ambientais.