Investigando a utilização de gráficos cartesianos como ferramenta para compreensão do conceito de movimento na 1ª série do ensino médio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: PELLOSO, Maurício Gualberto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Educação
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5934
Resumo: Neste trabalho, investigamos os elementos que são considerados por alunos da 1ª série do Ensino Médio para analisarem gráficos cinemáticos contínuos e discretos e como relacionam essas informações com o movimento que é representado por eles. Outro fator que consideramos é a fragmentação, proposta por George Kelly, que foi identificada nas respostas dos alunos, através das justificativas incoerentes entre si, dadas para itens diferentes de um mesmo problema. Nossa amostra contou com nove alunos de uma escola da rede pública estadual na cidade de Caruaru, aos quais aplicamos uma atividade escrita que continha cinco gráficos cinemáticos contínuos e dois gráficos cinemáticos discretos. Após a aplicação dessa atividade, realizamos uma entrevista com cinco alunos, utilizando a técnica do Círculo Hermenêutico Dialético (CHD). Em seguida, realizamos quatro encontros, em forma de oficina, com duas horas de duração cada uma, com a finalidade de revisar conceitos básicos sobre gráficos cinemáticos. Aplicamos, após as oficinas, a mesma atividade e realizamos a entrevista com três desses alunos, utilizando a mesma técnica. Os resultados encontrados apontam que os alunos apresentam mais dificuldades em trabalhar com gráficos cinemáticos contínuos do que com gráficos cinemáticos discretos. Entre essas dificuldades, destaca-se o desenho do gráfico. Este trabalho aponta a necessidade de se investigar como os professores têm abordado gráficos, tanto os de Matemática, quanto os de Física, pois constatamos que os alunos não parecem ter desenvolvido essa competência básica e, ainda, o papel da fragmentação no processo de aprendizagem. Os objetivos traçados para esta pesquisa foram alcançados, bem como confirmamos nossa hipótese. Concluímos que os gráficos cinemáticos discretos podem ser explorados nas aulas de Física antes dos gráficos cinemáticos contínuos, uma vez que aqueles apresentam menor dificuldade de compreensão.