O processo de domesticação de paisagens nas savanas tropicais sul americanas
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Biologia Brasil UFRPE Programa de Pós-Graduação em Etnobiologia e Conservação da Natureza |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9353 |
Resumo: | Sociedades de pequena escala transformam suas paisagens há milhares de anos, através de diversificados processos. Um deles é conhecido como domesticação de paisagens, que resulta em mudanças na estrutura, composição e dinâmica dos ecossistemas terrestres. Diversos estudos têm documentado como este processo ocorre em regiões tropicais úmidas, porém pouco se sabe sobre como o processo ocorre nas savanas sul americanas, ambientes com dinâmicas e padrões ecológicos específicos. Neste estudo propõe-se elucidar dimensões temporais e espaciais do processo de domesticação de paisagens típicas de savanas tropicais. Para alcançar tal objetivo propusemos uma estratégia multifacetada, usando as seguintes abordagens: (1) uma revisão sistemática, que permitiu saber quais são os padrões de manejo das unidades de paisagem feito pelos povos que habitam as savanas tropicais sul americanas e como estas estratégias estão relacionas as diferentes culturas e diferentes paisagens; (2) uma investigação etnoecológica em uma região de savana brasileira, a Serra do Espinhaço (MG), utilizando diferentes métodos participativos, que nos permitiu descrever como os apanhadores de sempre vivas manejam as paisagens atuais e suas percepções das consequências da repressão das suas atividades; e (3) análises espaciais e temporais para avaliar as mudanças nas paisagens do território tradicional dos apanhadores de sempre vivas na Serra do Espinhaço nas últimas duas décadas e sua relação com a presença e ausência do manejo tradicional, que nos permitiu expor que após um período de forte repressão do manejo tradicional, impulsionado pelas políticas ambientais restritivas, ocorreram mudanças significativas nas paisagens e estas trouxeram consigo efeitos ecológicos e sociais para a região do estudo. Com isso, discutimos a importância do manejo tradicional na estruturação das paisagens savânicas e tornamos evidente a necessidade de reconhecer, retomar e incentivar o manejo tradicional para a conservação das savanas sul americanas. |