Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Silva, Eduardo Lima |
Orientador(a): |
Baldi, Mariana |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/129872
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Resumo: |
Este estudo verificou e analisou os interesses em jogo no campo do Cineclubismo Brasileiro no período de rearticulação do movimento cineclubista. Esta rearticulação ocorreu entre agosto de 2003 e dezembro de 2004. Em 2003, iniciou-se no país o processo de repensar às Políticas do Audiovisual, com a reestruturação do Ministério da Cultura e a criação da Secretaria do Audiovisual (SAV). Esta Secretaria representou uma nova perspectiva para o Cineclubismo. Em 21 de agosto, o chefe de gabinete da SAV Leopoldo Nunes organizou uma reunião com remanescentes do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), representando uma inflexão de posição do Estado – do conflito à parceria. A criação do CNC ocorreu em 1961. Esta instituição se tornou a referência coletiva do movimento até 1989, quando se desarticulou pelos treze anos seguintes. Até dezembro de 2004, aconteceram uma Pré-Jornada e duas Jornadas Nacionais de Cineclubes (24ª e 25ª), quando a primeira diretoria do CNC no século XXI se elege. As noções teórico-metodológicas de Pierre Bourdieu foram a base para este trabalho. A partir delas, identificaram-se os agentes eficientes e as posições deles, a distribuição de capitais, as estratégias e o habitus coletivo no campo do Cineclubismo no período de rearticulação. Também apoiaram este estudo as noções de Cultura, Indústria Cultural, Cinema, Identidade, Diversidade Cultural, Cineclubismo e Política Cultural. Os paradigmas de pesquisa e os métodos de coleta, análise, interpretação e representações materiais empíricas utilizados foram os de Bourdieu, considerando que não há separação entre teoria e prática para este autor. A identificação das posições dos agentes e as relações entre elas permitiu a constatação da estrutura do campo no período analisado, por intermédio de procedimento comparativo entre o que ele foi e o que se tornou. Realizou-se também a caracterização pelas regras da arte de Bourdieu: a emergência do campo com a criação do CNC, a estrutura dualista em torno da base de representação do movimento – cineclubistas ou cineclubes – e o mercado de bens simbólicos de acesso aos filmes. Neste campo, os agentes mais eficientes no período de rearticulação foram Leopoldo Nunes, Antonio Claudino dos Santos, Felipe Macedo, Diogo Gomes dos Santos, Luiz Alberto Cassol, Débora Butruce, Luiz Orlando da Silva, Hermano de Figueiredo Mendes, Antenor Gentil Júnior e João Baptista Pimentel Neto. O capital preponderante entre os agentes foi o social, salientando-se as relações político-partidárias. A principal estratégia dos agentes foi de enfoque eleitoral, voltada à disputa pelo poder no CNC. Compreendeu-se que faz parte do habitus cineclubista o desejo de um conhecimento maior a respeito do Cinema para compartilhar com outras pessoas, formando e educando. No campo, esse habitus se manifestou na forma de uma causa pelos direitos de ver Cinema (todo tipo, o que não chega às telas ou não a todos e o Cinema Brasileiro). Concluiu-se que os interesses em jogo neste campo e neste período se relacionam com o exercício do poder e a disputa pela autoridade e legitimidade na definição de conceitos, com o objetivo de garantir as posições de domínio no campo. |