The representation of the archfiend in William Hjortsberg’s Falling Angel

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Vieira, Dienifer Feijó
Orientador(a): Zanini, Claudio Vescia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/284276
Resumo: Esta dissertação examina a transformação da representação de Satanás, passando do arquétipo medieval do monstruoso e grotesco para a figura suave e urbana de Louis Cyphre, em Falling Angel, de William Hjortsberg. Através de uma análise comparativa das mudanças históricas, artísticas e culturais, este estudo explora como as sensibilidade sociais, filosóficas e estéticas em transformação reformularam a representação do diabo na imaginação ocidental contemporânea. Ao contextualizar as concepções ultrapassadas de Satanás como uma encarnação hedionda e temível do mal dentro dos quadros teológicos da época, a dissertação traça a evolução para uma figura mais ambígua e sedutora, exemplificada por Cyphre, um personagem elegante e enigmático imerso na colonização, no capitalismo e nos impulsos intrínsecos do homem contemporâneo. Recorrendo a influências do Renascimento, do Iluminismo, do Romantismo e outros movimentos sócio-histórico-culturais, este trabalho argumenta que a transformação de Cyphre simboliza uma reconfiguração cultural mais ampla da moralidade e do poder, apresentando Satanás como um reflexo dos medos, desejos e complexidades em constante mudança da humanidade. Por fim, a dissertação posiciona Falling Angel como um texto crucial no diálogo entre as representações antigas selecionadas de Satanás e o caminho trilhado até o diabo contemporâneo como personificado em Louis Cyphre.