Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1999 |
Autor(a) principal: |
Meirelles, Fernando Setembrino Cruz |
Orientador(a): |
Tucci, Carlos Eduardo Morelli |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/195857
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Resumo: |
O volume de irrigação de um projeto é determinado com base em uma série de vazões, admitindo-se um risco de falha. Durante os períodos de falha é possível estabelecer um manejo baseado no conhecimento antecipado da vazão. Essa dissertação analisa a possibilidade de utilizar-se a previsão de falha hidrológica no planejamento de projetos de irrigação atendidos por reservatório. Pelas práticas correntes em engenharia, os reservatórios são previstos com uma porcentagem de falha considerada aceita, de acordo com critérios preestabelecidos e dependentes da finalidade do empreendimento. Para irrigação, valores de falha de 10% ou menores são considerados como satisfatórios. Esta falha, no entanto, não considera o efeito que a falta do suprimento hídrico trará sobre as culturas implantadas. Para verificar este efeito foram analisados os comportamentos de dois projetos situados no Distrito Federal, que encontra-se em uma região que apresenta época seca bem definida. Utilizou-se como parâmetro de avaliação deste efeito a redução da produção causada pelo não atendimento da totalidade da necessidade hídrica. Esta necessidade hídrica foi determinada para ate,nder ao valor da evapotranspiração máxima, de forma a maximizar a produção agrícola, considerando que os outros fatores básicos, como fertilizantes e defensivos, fossem atendidos, já que os custos desses fatores foram considerados. Como suprimento hídrico foi considerado apenas o volume posto através da irrigação. Para efeito do controle do reservatório, considerouse a retirada bruta, levando em conta a eficiência do sistema proposto. No manejo do reservatório foram, inicialmente, consideradas as vazões registradas ao longo de 3 5 anos, a precipitação sobre a área inundada média, a altura de evaporação sobre a superfície líquida e a retirada para irrigação, mês a mês. Na simulação, os valores de vazão observados no período de estiagem foram substituídos por valores gerados. A retirada de água do reservatório, por sua vez, obedeceu a uma hierarquização das culturas dentro do plano de exploração agrícola previsto. Os resultados obtidos permitem validar a preocupação de qualificar a falha, já que o resultado financeiro da exploração de algumas culturas situa-se muito aquém do previsto, chegando a ser nulo durante todo o período de simulação. Ampliando-se a simulação, determinou-se, com base nas falhas, quais as áreas possíveis de serem implantadas sem que ocorresse colapso no atendimento. |