Doença do silicone e internet : reconfigurando possibilidades nas trajetórias de mulheres com implantes de silicone

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Jéssica Cristine Brandt da
Orientador(a): Rohden, Fabiola
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/229787
Resumo: A partir da categoria doença do silicone, emergente na internet em um contexto majoritariamente brasileiro, este estudo analisa o movimento de retirada de próteses de silicone materializado na prática dos explantes e do compartilhamento de testemunhos em redes sociais digitais a partir de 2017. O trabalho de campo foi feito sobretudo em um grupo na rede social Facebook, e complementarmente inclui análises de outros fóruns sobre implantes de silicone, bem como bibliografia da área médica. Entrevistas com um cirurgião plástico e com quatorze mulheres que implantaram silicone compõem trajetórias analisadas sob a ótica dos testemunhos de Das (1997). Propõe-se que tais testemunhos são coprodutores (Jasanoff, 2004), em conjunto com a internet e com as redes sociais, do diagnóstico informal de doença do silicone e da estabilização da prática do explante de silicone. O foco analítico é dado nos processos de materialização, conforme Barad (2003, 2007), dos agentes envolvidos nos processos de remodelação dos corpos femininos com implantes e explantes de silicone nas mamas. Conclui-se que a doença do silicone e a internet reconfiguram as possibilidades nas trajetórias de mulheres com implantes de silicone, popularizando a prática do explante.