“Quer teclar?” : aprendizagens sobre juventudes e soropositividades através de bate-papos virtuais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Silva, Jeane Félix da
Orientador(a): Meyer, Dagmar Elisabeth Estermann
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/56466
Resumo: Esta tese objetiva compreender os modos pelos quais jovens soropositivos/as (des)aprendem a tornar-se pessoas que vivem com HIV/aids. Especificamente, esta tese visa a entender como estes/as jovens organizam e planejam suas vidas a partir do diagnóstico soropositivo e como lidam com os efeitos da soropositividade em seus corpos. Os campos teóricos que fundamentam a pesquisa – estudos de gênero e sexualidade, educação em saúde, estudos foucaultianos e estudos culturais pós-estruturalistas, com ênfase em trabalhos voltados para as discussões sobre juventudes – oferecem ferramentas para refletir sobre as formas pelas quais jovens que vivem com HIV aprendem a lidar com os atravessamentos da soropositividade nas suas vidas. O material empírico analisado na tese foi produzido a partir de entrevistas narrativas on-line, realizadas em programas de comunicação instantânea via internet, com 16 jovens soropositivos/as. O material empírico foi organizado e dividido em três eixos de análise: a soropositividade como processo educativo; corpo; e projetos de vida. Tal movimento analítico possibilita descrever e problematizar alguns dos efeitos da soropositividade na vida desses/as jovens: adesão ao tratamento; mudanças corporais; revelação do diagnóstico para familiares, amigos/as e parceiros/as sexuais e afetivos/as; necessidade de usar preservativo em todas as relações sexuais; prescrições clínicas de diversas ordens; planejamentos e projetos de vida e de futuro. Argumenta-se na tese que os/as jovens que vivem com HIV/aids são interpelados/as por diversas instâncias – entre as quais estão os serviços de saúde, as famílias e as escolas – a cuidarem de si e a se responsabilizarem por si mesmos e por seus parceiros e parceiras; por essa razão, desenvolvem diversas estratégias para aderir e resistir a essas instâncias, aprendendo, assim, a tornar-se pessoas que vivem com HIV/aids.